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31 de outubro de 2026
Notícias

Vinnik recusa-se a negociar com EUA e pede proteção da Rússia

Os serviços especiais dos EUA ofereceram um acordo ao cidadão russo Alexander Vinnik, que foi preso na Grécia por suspeita de lavar US$4 bilhões através da corretora BTC-e. Como uma fonte informada disse à RIA Novosti, os Estados Unidos supostamente garantem a Vinnik um prazo mínimo de prisão em troca de confissão de culpa.

“Vinnik é absolutamente contra isso”, acrescentou a fonte.

De acordo com o próprio prisioneiro, seu caso foi fabricado da mesma forma que os casos contra muitos outros especialistas em tecnologia da informação, a acusação é infundada e de natureza geral.

“Na transação, na qual o acusado tem a garantia de receber um período menor que no tribunal – e não muito grande em comparação a pena solicitada pela promotoria –, praticamente todos concordam e, portanto, não há investigação. A pessoa que aceita esse tipo de acordo fica privada do direito real de se defender”, acredita o russo.

Vinnik sublinhou que não pretende fazer um acordo com os EUA e admitir culpa por algo que não fez, porque neste caso, seus filhos podem ficar órfãos – a esposa de Vinnik está gravemente doente e ele pode enfrentar 55 anos de prisão se for extraditado.

A este respeito, o russo apelou às autoridades russas e agências de aplicação da lei com um pedido para protegê-lo e retornar à sua terra natal. Em troca, ele “está pronto para aplicar seu conhecimento e experiência sobre a tecnologia de Blockchain em benefício à Rússia”.

Vinnik tem certeza de que apenas a Rússia pode garantir sua segurança.

Vale ressaltar que no início de maio, uma fonte anônima afirmou que Vinnik tinha sido envenenado, recorrendo à ajuda de “elementos criminosos”. Segundo informações, a tentativa foi relacionada ao testemunho sobre vários crimes na esfera de tecnologias financeiras que Vinnik deu aos investigadores.