A relevância do projeto MoneyToken

O famoso empreendedor de criptomoedas e fundador do site Bitcoin.com, Roger Ver, juntou-se ao conselho consultivo do projeto MoneyToken.

Publicado em 27 de junho de 2018 por

Ao contrário do que se esperava, as criptomoedas passaram a desempenhar um papel muito mais importante do que o de uma simples ferramenta de negociações virtuais, já que atualmente, essas moedas, além de meios transacionais, se tornaram ativos de investimento de longo prazo.
Os ativos de criptomoedas são naturalmente voláteis e, em geral, têm valor crescente. Além disso, podem ser usados em negociações, retidos e posteriormente vendidos a fim de obter lucros. Já as criptomoedas de pagamento, como stablecoins, por exemplo, são geradas com o intuito de serem estáveis e incorporadas a um mecanismo para auto regulação ou regulação central dentro de um algoritmo para determinar a dificuldade de mineração ou liberação de novas moedas.
Nesse contexto, a maior corretora do Brasil, com mais de 500 mil clientes ativos, XP Investimentos, inaugurou sua própria corretora de Bitcoin. Contudo, ainda existe uma defasagem no mercado que tem dificuldade em reconhecer esses ativos. Mesmo que a relevância das criptomoedas já seja reconhecida e o grau de governança seja alto, instituições bancárias fiduciárias ainda se recusam a aceitá-las como bens que servem de parâmetro. Assim, dificilmente será possível adquirir serviços tipicamente oferecidos por bancos usando, como garantia, as criptomoedas. Na maioria dos bancos, é impossível adquirir um empréstimo para o desenvolvimento de uma fazenda de mineração usando criptomoedas como garantia.
Durante o processo de concessão de crédito, um dos principais recursos oferecidos pelos bancos, uma importante variável que deve ser considerada é a capacidade de quitação do empréstimo por parte do cliente. Para definir essa variável, os bancos atribuem valor aos ativos e negócios de tomadores de empréstimos. Outra relevante função dos bancos é verificar os ativos, indivíduos e empresas; realização dos ativos; e a cobrança de dívidas. Porém, nenhuma dessas atividades tão importante nos modelos atuais de instituições financeiras será essencial em um sistema de crédito baseado em Blockchain.
Em instituições de crédito incorporadas na Blockchain, as informações a respeito dos ativos são públicas e as condições de crédito são fixas e transparentes. Além disso, não é necessária a intermediação de um terceiro. Nesse contexto, os custos do fornecimento de empréstimos são consideravelmente diminuídos e as condições de solicitações são transparentes e acessíveis.
Assim, o MoneyToken surge como uma alternativa descentralizada para empréstimos e câmbio. O ecossistema MoneyToken oferece serviços financeiros no mundo todo e é alimentado pelo Token IMT.
Plataforma
A Plataforma MoneyToken de empréstimos usa, como garantia, criptomoedas e Contratos Inteligentes baseados no Ethereum para garantir os termos de contrato. Dentro da plataforma, usuários podem depositar seus Bitcoins, Ethereum e outras moedas, e em troca recebem empréstimos que podem ser gastos em outras criptomoedas ou dólares americanos. A principal ideia é de que os usuários tomadores de empréstimos possam depositar suas moedas e ao mesmo tempo gastá-las, seja investindo em novas moedas ou trocando em casas de câmbio.
Suponha que um mineiro queira expandir a capacidade de sua fazenda, mas não conte com o capital necessário. Nesse caso, ele pode vender seus Bitcoins, receber dinheiro fiduciário e financiar a expansão, ou ainda, usar a própria criptomoeda para adquirir os recursos necessários. Nesse contexto, em ambos os casos, o mineiro vai perder sua posição em Bitcoins.
No entanto, ele pode recorrer ao MoneyToken, garantir seus investimentos e ainda assim, manter sua posição. Isso porque ao pegar um empréstimo na MoneyToken, o usuário utilizará ativos em Bitcoin como garantia e poderá recuperá-los assim que pagar o empréstimo. Dessa maneira, ele poderá adquirir fundos líquidos, garantir sua posição em Bitcoin e ainda permanecer no mercado de investimento de longo prazo. Além disso, os fundos de empréstimo possuem garantias que evitam perdas em caso de deterioração do câmbio do Bitcoin.
Para alimentar a plataforma serão os utilizados os tokens IMT, que têm funcionalidades específicas, entre elas estão: descontos de até 60% nas taxas dentro da plataforma para filiação ao mutuário; possibilidade de se tornar credor ao depositar IMT para filiação de credor e termos privilegiados para o usuário ao depositar IMT para receber afiliação de mutuário.
Em relação à venda dos tokens, a MoneyToken dividiu a mesma em três fases, sendo que a última terminou dia 6 de junho. No total, foram levantados US$37.189.195.
Conclusão
Embora as criptomoedas já tenham mostrado que são mais do que simples ferramenta de trocas virtuais, convertê-las em serviços bancários ainda é um desafio. Instituições financeiras convencionais não aceitam ativos em criptomoedas como garantia de valor.
Nesse sentido, a MoneyToken entra no mercado como alternativa para que mineiros, comerciantes, investidores e outros detentores de Bitcoin possam ter acesso a serviços financeiros fazendo uso de criptomoedas como garantia sem perder sua posição. Paralelamente, por usar a tecnologia de Blockchain, onde os dados são armazenados e pulicados de maneira mais eficiente, a MoneyToken conseguirá tornar menos custosa a maneira de definir clientes aptos a tomar empréstimos. Assim, a plataforma poderá oferecer seus serviços sem custos adicionais gerados por esses fatores.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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