Autoridades venezuelanas prendem mineiros de Bitcoin

A falta de vergonha de um governo, até onde vai!

Publicado em 27 de janeiro de 2017 por

A polícia federal da Venezuela levou quatro mineiros Bitcoin sob custódia, acusados de roubo de eletricidade e fraude cibernética.

O Primeiro relato veio de uma publicação da indústria regional de Criptonoticias, onde reporta-se que três homens e uma mulher foram presos na cidade de Charallave, na região norte do país.

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As primeiras notícias das prisões surgiram por meio do Instagram de Douglas Rico, diretor do Cuerpo de Investigações Científicas Penais e Criminalísticas (CICPC), a agência federal de polícia da Venezuela. O cargo de diretor de mídia social do diretor identificou os entrevistados como Néstor Rafael Amundaray Precilla (57), Ana Cecilia Farías Villanueva (25), Kevin David Ojeda Díaz (26), Alberto José Zapata Orta (23), nomes mais tarde confirmados por um comunicado oficial do CICPC.

Em sua postagem no Instagram, Rico afirmou que os acusados estavam operando “mais de 300 maquinas” do fabricante de equipamentos de mineração Bitmain, antes de vendê-los em Cúcuta, uma cidade colombiana perto da fronteira venezuelana. A atividade venezuelana nesta cidade fronteiriça tem se mostrado controversa para as autoridades enquanto os cidadãos se envolvem na troca de bolívares por dólares, contornando os controles cambiais da Venezuela. Mercadorias essenciais como alimentos e gasolina também são contrabandeadas para a Venezuela através de Cúcuta.

Além disso, Rico afirmou que o “consumo e estabilidade do serviço elétrico” no local foi afetado devido a mineração. Apesar da acusação, não há mais detalhes sobre como a mineração de Bitcoin incorre em “fraude cibernética”. Da mesma forma, não há detalhes adicionais do consumo de energia pelos quatro que foram acusados por roubo de eletricidade.

O CICPC postou uma imagem em sua conta de mídia social para mostrar evidências das mais de 300 máquinas de mineração, que teria sido apreendido pela polícia federal venezuelana juntamente com os acusados.

O Bitcoin como alvo

À medida que a Venezuela passa por uma hiperinflação e uma economia significativamente empobrecida, há aqueles dentro do país que se voltaram para o Bitcoin como uma moeda alternativa. Os mineiros de Bitcoin prosperaram, junto com alguns afortunados que usam a criptografia para importar alimentos e outros mantimentos essenciais dos Estados Unidos para a Venezuela.

Quando a inflação atingiu o país no final de 2014, as autoridades venezuelanas adotaram uma posição dura contra o Bitcoin. Desde então, o país se tornou um mercado complicado para o Bitcoin. No início de janeiro, o governo venezuelano, através de um provedor de serviços de internet estatal – o maior do país – bloqueou o acesso a sites de Bitcoin.

A partir daí, a coisa só escalou. Em março de 2016, o governo publicou um artigo – por meio de uma mídia estatal – classificou o Bitcoin como uma moeda usada por cibercriminosos e grupos terroristas.

As apreensões e prisões relatadas hoje seguem um incidente similar que ocorreu em março de 2016, onde dois homens venezuelanos presos por minerarem Bitcoin.

Pátria educadora

Essa é a pátria democrática que alguns políticos brasileiros defendem. Espero que a população do Brasil veja isso como um claro aviso que em países com este tipo de governo não há liberdade. Nessas nações, os políticos preferem que o povo morra de fome a usar uma alternativa livre, somente porque ela é livre de verdade.

A liberdade do Bitcoin incomoda a muitos, mas incomoda mais ainda aos pseudo-comunistas, que querem ter todo o poder, querem viver do bom e do melhor, e o povo que se lasque, que veja suas crianças, animais e tudo mais que amam definhando por não terem sequer o pão de cada dia.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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