Bancos já escutam marcha fúnebre.

A era da Internet obrigou as empresas da velha escola a entrarem em linha, e os bancos não são exceção a esta regra. É a blockchain fazendo novas vítimas.

Publicado em 23 de dezembro de 2016 por

A era da Internet obrigou as empresas da velha escola a entrarem em linha, e os bancos não são exceção a esta regra.

Hoje você é capaz de verificar seu saldo, transferir dinheiro ou mesmo pagar por bens e serviços em seu laptop, seu celular ou até mesmo o seu novo relógio, mas sejamos honestos, os bancos ainda não estendem seus serviços completos através de canais on-line.

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Como por exemplo, o empréstimo, que é uma atividade bancária central, geralmente nunca é entregue através da internet e isso significa que você invariavelmente tem que arrastar-se ate uma agencia bancaria, como você teria feito no século 19 e preencher uma bela papelada para obter a aprovação de um empréstimo.

Os bancos são os mesmos, mas as coisas estão mudando.

A Accenture publicou recentemente um relatório intitulado como: “2016 Accenture Technology Vision for Banking” (traduzindo, Visão da Tecnologia Accenture 2016 para os Bancos). No relatório, eles realizaram uma pesquisa sobre banqueiros que surpreendentemente parecem estar conscientes de que o mundo à sua volta não é mais o mesmo.

O relatório afirma que “oitenta e cinco por cento dos banqueiros concordam que os limites da indústria bancária estão sendo apagados e novos paradigmas estão surgindo com cada indústria sendo significativamente impactada”.

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Hoje, estamos usando cada vez mais uma variedade de empresas e tecnologias não bancárias para conduzir com sucesso transações financeiras, seja PayPal, Apple Pay ou Google Wallet.

Em seguida, existem moedas virtuais como Bitcoin, que são uma alternativa independente e viável para o sistema bancário tradicional. Embora possa ser dito que muitas destas ferramentas ainda estão em uma fase nascente, elas já estão fazendo um dente visível no edifício do setor bancário.

A morte está perto

Empresas de tecnologia já estão trabalhando duro, tornando a vida difícil para os bancos. O Lending Club, Circle e Dwolla são apenas alguns dos nomes. Há pouco foi falado na mídia sobre a possibilidade de pagamentos sociais e como as redes sociais combinadas com os serviços de pagamento poderiam inaugurar uma nova era. Já há disruptores como a Stripe, que estão ajudando as pessoas com pagamentos.

Agora, se pensarmos sobre isso, se a transferência de dinheiro, os empréstimos, os métodos de pagamento e os serviços bancários básicos já estão sendo atendidos por empresas de tecnologia, qual será o futuro do setor bancário?

Os bancos sabem que têm uma possibilidade muito real de desaparecer, de serem jogados para fora do mercado, e estão com medo de perderem seus empregos. O New York Times cita um relatório do Citigroup dizendo: “Em até uma década, cerca de 800 mil pessoas perderão seus empregos em empresas de serviços financeiros para alguns dos softwares recentemente implementados. Aproximadamente 60% a 70% dos empregados de bancos de varejo estão fazendo trabalhos de processamento manual, se todo o processamento manual atual puder ser substituído pela automação, esses trabalhos podem desaparecer ou evoluir”.

Países em desenvolvimento: onde o fim pode começar

De acordo com o Banco Mundial, houve uma grande queda no número de pessoas sem acesso à serviços bancários nos países em desenvolvimento. No entanto, não é nos bancos tradicionais que essas pessoas têm encontrado inclusão financeira. De acordo com o Banco Mundial:

“Entre 2011 e 2014, a percentagem de adultos com uma conta aumentou de 51 por cento para 62 por cento, uma tendência impulsionada por um aumento de 13 pontos percentuais na propriedade da conta nos países em desenvolvimento e o papel da tecnologia. Em particular, as contas de dinheiro móvel na África Subsaariana estão ajudando a expandir rapidamente o acesso aos serviços financeiros.”

Recentemente, na Índia o governo deu o sinal verde para os chamados bancos de pagamentos. Estes novos tipos de bancos têm licenças do Banco de Reserva da Índia e eles podem aceitar um depósito restrito para a quantia de Rs. 100.000. Esses bancos, embora não sejam capazes de emprestar dinheiro sob seus termos de licença, podem fornecer cartões de débito e serviços relacionados à conta.

Um provedor de serviços de telefonia móvel indiano, a Airtel tornou-se a primeira empresa a oferecer esses serviços bancários. Outros que irão saltar na fila de bancos de pagamentos incluem a Vodafone e a Alibaba, suportando pagamentos da empresa Paytm. Os clientes indianos seriam capazes de abrir contas com esses tipos de empresas não bancárias simplesmente usando seu número de Aadhaar biométrico. Eles até podem usar seu número de celular como seu número de conta bancária em alguns casos. Basta imaginar a interrupção potencial para os bancos tradicionais!

Não pergunte para quem vem o desfecho

O fim está próximo para os bancos, se eles bancos não embarcarem no tempo presente, outros não irão esperar que eles cheguem lá. Empresas móveis, empresas de tecnologia, conglomerados de negócios tradicionais, startups, entre muitos outros, são todos concorrentes potenciais. O fim do setor bancário, naturalmente, terá repercussões. Basta imaginar o impacto no negócio imobiliário porque, afinal, os bancos são bons inquilinos.

Imagine o impacto em seus funcionários pobres e, claro, se os bancos afundarem, a perturbação econômica seria dolorosa. É no melhor interesse de todos se os bancos deixarem de lado a teimosia e comecem a mostrar mais flexibilidade para as novas tecnologias.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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