Bitcoin é sugerido como alternativa para Zimbábue

O chefe do Banco de Central do Zimbábue (RBZ), Norman Mataruka, lembrou que o Bitcoin não tem status legal neste país.

Publicado em 15 de novembro de 2016 por

O Zimbábue tem sofrido desde o século passado com uma economia falida, que continuamente causa falta de dinheiro generalizada e um tumultuado mercado inflacionado. De acordo com publicações recentes do país, existem economistas sugerindo que o bitcoin é uma alternativa viável para o problema.

Economista diz que o Zimbábue poderia se beneficiar com o bitcoin

Desde o ano 2000, a economia do Zimbábue é vítima de uma profunda recessão financeira. O país passou por um alastramento sem precedentes de pobreza além de uma taxa de desemprego em ascensão. O governo abandonou o Dólar do Zimbábue em 2009 devido à hiperinflação, e tem sofrido com falta de dinheiro desde então.

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Um economista familiar com a região, Phillip Haslam, acredita que o bitcoin poderia dar uma injeção de ânimo na economia do país. O bitcoin é um ativo estável, não apoiado por qualquer entidade corporativa ou banco central, que tem ganhado atenção por todo o continente africano. Haslam disse que o bitcoin, caso seja empregado juntamente com fixação das flutuações de comércio entre nações, poderia ser a resposta para o problema.

“Estamos muito animados sobre a possibilidade do bitcoin ser uma moeda alternativa estável. O caso é que uma vez que o bitcoin é importado para o país, você não tem mais o problema da moeda falir e perecer, como ocorre com tanta frequência em vários lugares. Este é um sistema que permite a privatização bancária. E ainda existe a vantagem do bitcoin, além de ser uma moeda, também serve como plataforma de pagamentos internacionais,” explicou Haslam.

As sementes do bitcoin já foram plantadas

Em outubro passado, noticiou-se que a BitMari, a carteira pan-africana de bitcoins, estava tentando promover a adoção de criptomoedas. A empresa arrecadou dinheiro para a Zimbabwe Women Farmers Accelerator, usando bitcoins para fundar a ação. O projeto é uma colaboração da organização Agrobank e a Women Farmers Land and Agriculture Trust.

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Um residente do Zimbábue alega economizar $35 por transação, usando envios em bitcoin. “Eu tenho usado bitcoin para enviar dinheiro para o Zimbábue por mais de um ano, para economizar nas taxas e conseguir um pouco de lucro na exchange também. Como resultado, agora gasto apenas $275 para mandar $300 para meus pais,” explicou Willian Suk.

Em tempos de dificuldade, vários países poderiam se voltar para o bitcoin

Muitas pessoas preocupadas com a economia do Zimbábue acreditam que o bitcoin pode ajudar na questão. Desde que o país adotou um sistema múltiplo de moedas em 2009, a falta de dinheiro no país afeta quase todo mundo. Existem longas finas em instituições financeiras e muitos acreditam que as pessoas estão juntando dólares americanos. Junto à isto, há muita pouca confiança geral nas práticas bancárias regionais.

Bitcoin é uma moeda que, de longe, é muito mais estável do que o sistema do Zimbábue, mas também subiu dramaticamente em valor no último ano. A criptomoeda também é livre de intervenção governamental, e pode ainda chegar à um valor maior devido a sua escassez. Os cidadãos do Zimbábue e de muitos outros países estão entendendo que o bitcoin pode ser um porto seguro, uma ferramenta para crowdfunding e um meio de envio internacional. Todas estas qualidades num item digital apenas, é bom demais para ser verdade!

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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