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Como bem se sabe, a Sibéria é o ambiente perfeito para mineração de criptomoedas: seu clima congelado e baixas taxas de energia possibilitam um melhor funcionamento das mineradoras e barateiam o custo da atividade.

É justamente na Sibéria, mais precisamente em Irkutsk, que se desenrola a história de duas… senhoras (!) que decidiram começar a minerar Bitcoin.

A primeira delas é Marina Sergeyevna, que possui três mineradoras e através delas, busca completar a renda de sua pensão. A história de Marina com a mineração começou quando um amigo sugeriu que ela comprasse as máquinas e ela aceitou.

“Ele me ajudou a comprar e instalar tudo. Eu não me arrependo. Eu recuperei meu investimento em cerca de 8-9 meses”, afirmou Sergeyevna.

Além de minerar, Marina emprega as máquinas também em outras funções: ela seca abóbora, ervas e chá com o ar quente gerado.

“Elas secam muito rápido. Em apenas um dia”, finalizou.

A segunda senhora chama-se Valeriya Dromashko, e entrou para o mundo da mineração quando seu filho Yuri, um dos pioneiros de Bitcoin da região, lhe presenteou com algumas mineradoras. Ela conta que ainda está convencida de que o Bitcoin voltará a valer muito, mesmo com a saída maciça de mineradores causada pelas baixas de 2018:

“Quando o Bitcoin voltar a valer um milhão, eu vou deixar uma grande herança para meus netos!”

Quando perguntada a respeito de suas máquinas e de por que entrou neste mundo, ela respondeu:

“Eu quero algum dinheiro que tenha ganho por mim mesma. E eu quero muito dinheiro!”

Reportagem e imagens: BBC News

Como funciona mineração de Bitcoin e criptomoedas

A mineração de Bitcoin não é, na realidade, algo muito complicado, uma vez que basta ter eletricidade, internet, e um computador capaz de minerar.

Basicamente, funciona como uma troca: os mineradores fornecem energia para a rede e validam as transações de determinado ativo, e então são recompensados com criptomoedas quando encontram um bloco.

A partir daí, é só mandar para a carteira e ser feliz!