O projeto, chamado Blockstream Satellite, será uma tentativa ambiciosa de usar satélites alugados para transmitir dados na rede do Bitcoin para todos os cantos do mundo.

O projeto, chamado Blockstream Satellite, será uma tentativa ambiciosa de usar satélites alugados para transmitir dados na rede do Bitcoin para todos os cantos do mundo.

O serviço será lançado no modo beta, mas já está disponível em todos os continentes, oferecendo a solução, provavelmente a tarefa mais difícil do ponto de vista técnico: obter acesso ao Bitcoin sem acesso à Internet.

“O Blockstream Satellite é o primeiro serviço do mundo que transmite transações e blocos de Bitcoin em tempo real a partir de satélites espaciais. Graças a este serviço, qualquer pessoa em qualquer canto do mundo terá acesso gratuito à rede Bitcoin. Isso se aplica também aos 4 bilhões de pessoas que não têm acesso à Internet hoje, quer por causa de seu alto custo ou falta de estrutura”, disse Adam Block, chefe da Blockstream.

Segundo a empresa, o satélite Blockstream já está disponível em dois terços da Terra e irá cobrir completamente o planeta até o final de 2017.

“Esperamos que isso ajude a distribuição mais ampla de Bitcoins, o surgimento de novos casos de uso da moeda criptográfica e o fortalecimento geral da rede”, acrescentou Adam Beck.

A funcionalidade do Satellite Blockstream está disponível através deste link. A empresa também convida todos os profissionais de TI a interagir ativamente com usuários e empresas comuns, proporcionando-lhes o suporte necessário para se juntar à rede Bitcoin.

Um anúncio de vídeo sobre o lançamento do Satellite Blockstream foi publicado no dia 14 de agosto:

Contudo, restam apenas duas questões: esses satélites alugados, foram alugados de quem? E, mais importante, os dados trafegados por eles não estariam, propositadamente ou não, sendo colhidos “com a melhor das intenções” de certos governos?