Cartões de recompensa – simples adesivos estão se tornando moedas digitais

Apesar de poucas pesssoas saberem disso, programas de milhagens e bônus de cartão de crédito já estão usanda Blockchain há algum tempo: a Deloitte, uma das maiores consultorias americanas, por exemplo, já tem um programa específico para auxiliar empresas na adoção desse tipo de solução.

Publicado em 8 de julho de 2018 por

Apesar de poucas pesssoas saberem disso, programas de milhagens e bônus de cartão de crédito já estão usanda Blockchain há algum tempo: a Deloitte, uma das maiores consultorias americanas, por exemplo, já tem um programa específico para auxiliar empresas na adoção desse tipo de solução. O argumento é a redução de custos, diminuição da possibilidade fraude e possibilidades únicas que os Contratos Inteligentes permitem (integração com programas de fidelidade de outras empresas, por exemplo), em relação à tecnologia tradicional.

Um fenômeno que vai ainda além dos de milhagens é o de recompensa de empresas de comércio de produtos como, por exemplo, as de fast-food ou supermercados – estas estão começando a adotar a Blockchain em seus programas de fidelidade, com alguns casos de novas aplicações surgindo diariamente. Sabe aqueles adesivos que recebemos do Starbucks ou do McDonald’s para colar no cartão de fidelidade quando compramos algo lá? Tudo indica que, em breve, também eles terão valor de moeda digital. A Hooters (e todos outros restaurantes da mesma marca parente, Chanticleer Holdings Inc), conhecido fast food dos Estados Unidos, já anunciou o uso desse sistema desde janeiro. No caso, os pontos do programa de fidelidade deles são “substituídos” pela moeda Merit, ou seja, têm valor adicional além de funcionarem simplesmente como adesivos no cartão. A mesma plataforma de Blockchain utilizada pela Hooters (loyyal) também é utilizada pela companhia aérea Emirates, para milhagens. A loyyal permite que as empresas associem seus programas de fidelidade à moeda que quiserem, e que tenham sua própria Blockchain privada. Com as capabilidades da plataforma, é possível que o programa de fidelidade de um hotel possa valer para uma empresa de linha aérea automaticamente, por exemplo.

A otimista perspectiva para programas de recompensa adotarem Blockchain vem por alguns motivos: a startup Qibee, que trabalhou com cerca 900 marcas para implementação desses programas, incluindo Burger King e Subway, agora está empregando a tecnologia de Blockchain em algumas delas. A cafeteria Latesso é um exemplo. O típico cartãozinho de fidelidade deles, implementado pela Qibee, já é associado a uma moeda digital. A esperança, de acordo com a Bloomberg, é que mais 20 de seus clientes tenham adotado o mesmo tipo de estratégia. Os funcionários também não ficam para trás: a Hewlettt Packard (HP) está fazendo uma parceria com o Streamr, plataforma de Blockchain que usa uma tecnologia única para troca de dados, para recompensar motoristas, de forma que os carros automaticamente coletem dados de aceleração, uso de combustível e localização para interpolar com cupons e incentivos que resultam em benefícios de postos de combustíveis.

Um incentivo extra para adoção da tecnologia é o fato de que, por algum motivo, o crescimento do uso desses programas de fidelidade tem enfrentado uma diminuição progressiva do crescimento, com 15% de crescimento no período de dois anos (até 2016), comparado com 25% do período equivalente anterior. As empresas estão interessadas nesse modelo pois esperam uma maior adoção, especialmente dos milenials (pessoas que, espera-se, importam-se mais com criptomoedas), aos programas de recompensa delas caso ele seja feito dessa forma.

Quem guarda adesivos de programa de fidelidade (seja do Carrefour, do Starbucks ou qualquer outro) provavelmente ficará satisfeito com as novas possibilidades e adição de significativo valor aos seus pontos. Quem não o faz, talvez passe a fazer depois disso.  

Essa é mais uma possibilidade na qual a Blockchain encontra aplicação perfeita e atual. Não precisaremos esperar muito, provavelmente, para que grande parte das empresas com programas de recompensa comecem a adotá-la. Bom para os consumidores e bom para as empresas.  

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo é um engenheiro frustrado que, ao decidir investir em criptomoedas e estudar o mercado, decidiu que gostava mais disso que do investimento em si. Já trabalhou como consultor para criptomoedas atualmente no top 100, dApps e publica periodicamente em revistas americanas e, aqui no Brasil, na BTCSoul. Acredita que a adoção geral de uma Smart Economy resolveria boa parte dos problemas do mundo.

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