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A Associação dos Bancos da China (CBA) anunciou o lançamento de um novo sistema baseado em blockchain chamado “Plataforma de Blockchain de Comércio Interbancário da China”.

A nova plataforma visa melhorar as atividades de negociação financeira, mantendo o setor bancário chinês na vanguarda da indústria do país e controlando os riscos financeiros.

O anúncio afirma que a nova plataforma será lançada para uso geral após alguns programas pilotos que visam testar se a nova plataforma pode funcionar adequadamente.

Pelo menos 10 grandes bancos chineses, incluindo o Banco Industrial e Comercial da China, o Banco Agrícola da China e o China Construction Bank, se inscreveram para usar a nova plataforma e completaram os dois primeiros testes de rede. De acordo com o anúncio, a plataforma foi usada pelo Banco Industrial e Comercial da China e pelo China Merchants Bank para concluir pelo menos uma “carta interbancária de crédito interno”.

China prossegue sendo pioneira em uso de blockchain para bancos

Comentando sobre a plataforma, Fang Xiao, vice-presidente e chefe de finanças industriais e comerciais do HSBC China, disse:

O estabelecimento dessa plataforma interbancária pode ser descrito como extraordinário, eliminando barreiras entre diferentes bancos e realizando o fluxo de informações entre fluxos diferentes.

De um tempo para cá, o setor bancário chinês tem testado a tecnologia de blockchain. Em março de 2017, o Ganzhou Bank da China anunciou a implementação de uma plataforma de faturamento baseada em blockchain para “aumentar a confiabilidade e a velocidade das transações de serviços financeiros dentro do país”. Além disso, em julho de 2018, o Banco Industrial e Comercial da China pediu uma patente para um sistema de blockchain que poderia ser usado para melhorar o processo de troca de ativos financeiros.

Anteriormente, noticiamos que em pesquisa feita no país mais de 40% dos entrevistados ainda comprariam criptomoedas, independente da forte queda que o mercado enfrentou como um todo em 2019. Desta maneira, não é uma surpresa ver que até mesmo os setores mais resistentes se rendem à tecnologia, de uma forma ou de outra.