EtherZero: o que se sabe sobre o novo hardfork Ethereum

A onda de forks que assolou a rede do Bitcoin no final do ano passado agora contagiou a rede Ethereum. De acordo com a equipe de desenvolvedores anônimos, no dia 19 de janeiro, no bloco 4.936.270 teve origem o fork EtherZero, contudo, atualmente, não se conhece muito sobre o projeto.

Publicado em 22 de Janeiro de 2018 por

A onda de forks que assolou a rede do Bitcoin no final do ano passado agora contagiou a rede Ethereum. De acordo com a equipe de desenvolvedores anônimos, no dia 19 de janeiro, no bloco 4.936.270 teve origem o fork EtherZero, contudo, atualmente, não se conhece muito sobre o projeto.

A equipe do BTCSoul tentou entender o problema, reunindo as informações disponíveis até o momento.

O projeto EtherZero tornou-se conhecido pela primeira vez no final de dezembro e, como relatado na época, sua proposta era criar uma “nova geração de plataformas para o desenvolvimento de Contratos Inteligentes criados por um grupo de desenvolvedores profissionais de aplicativos independentes descentralizados (DAPP)”. Entre os principais recursos do EtherZero, estão listados um sistema de rede de dois níveis usando a arquitetura de nó mestre do Dash, o sistema de gerenciamento de comunidade off-line, comissões zero, transferências instantâneas e, por fim, alta escalabilidade.

Ao mesmo tempo, nada foi dito no site oficial do EtherZero, no site ethereum.org, nenhum comentário foi feito pelos desenvolvedores da rede.

É interessante notar que nos primeiros dias de janeiro, uma mensagem aparecia no ramo do projeto da Bitcointalk dizendo que, devido à falta de apoio da comunidade e das grandes plataformas de negociação, o lançamento do projeto seria cancelado. Após algum tempo, o aviso foi excluído, mas a evidência foi preservada na rede.

Os autores do projeto afirmam que os usuários do Ethereum receberão cerca de 116 milhões de tokens ETZ – cada um dos quais é equivalente a um ETH. Eles também estabeleceram o ambicioso objetivo de “atingir” 10% da capitalização do Ethereum (US$102 bilhões) a partir de domingo à noite, 21 de janeiro.

No site do projeto também constam os logotipos de várias carteiras e corretoras – que supostamente suportariam a nova moeda – ainda que nenhuma das principais plataformas tenha isso. Negociações em ETZ já estão disponíveis na Yobit, sendo que o lançamento dos tokens, de acordo com os desenvolvedores, será realizado apenas na segunda-feira, dia 22 de janeiro.

Além disso, a equipe da MyEtherWallet já criticou o projeto, informando sobre os riscos associados a ele.

“Depois de examinar o EthZero, não está claro para nós: 1) o código-fonte; 2) quem o criou; 3) se o projeto possui uma licença adequada. Em combinação com os arquivos .exe detectados, não recomendamos instalar nenhum software relacionado ao EtherZero, pois isso pode representar riscos ao sistema e aos ETH do usuário”, diz o recente tweet da MyEtherWallet.

Dúvidas sobre a consistência do EthZero também foram expressas pela equipe da Metamask, que designou o site do projeto como phishing.

Mesmo com todas essas acusações, os desenvolvedores do EthZero insistem que estão agindo com as melhores intenções e alertam sobre a presença de falsos sites trabalhando sob a intenção de roubar fundos dos usuários. Para obter ETZ, é sugerido inserir chaves privadas de carteiras em um campo especial.

Esta informação foi confirmada por outros usuários da rede.

Dúvidas e rejeições ao EthZero se fazem presentes por uma parte significativa da comunidade. É improvável que o anonimato dos desenvolvedores fale em favor do projeto, mesmo que na página do Facebook do blog 7Labs IT apareça sobre a possível conexão do EthZero com o projeto SmartPlay.tech. Esta teoria é apoiada indiretamente pela recente afirmação de que a opção de lançar um fork do Ethereum – que resolveria os problemas de congestionamento da rede – está sendo considerada.

Seja como for, a equipe EthZero informa que o fork foi realizado como planejado.

Os próximos passos são o lançamento dos nós de rede oficiais, o lançamento de tokens, uma pool de mineração e um navegador de blocos. Por fim, até o final de janeiro, os desenvolvedores planejam trabalhar na melhoria do código para garantir a estabilidade da rede e publicar o código fonte para plataformas de negociação, pools externas e desenvolvedores de DAPP.

O BTCSoul continuará acompanhando a situação e à medida que ela se desenvolver, serão transmitidas novas informações a nossos leitores.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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