FANTOM: escalabilidade transparência e velocidade nas transações

A tecnologia de Blockchain inovou e trouxe para o mercado uma opção descentralizada e confiável para transações entre agentes, contudo, enfrenta ainda problemas em relação à falta de liquidação em tempo real e escalabilidade.

Publicado em 8 de junho de 2018 por

A tecnologia de Blockchain inovou e trouxe para o mercado uma opção descentralizada e confiável para transações entre agentes, contudo, enfrenta ainda problemas em relação à falta de liquidação em tempo real e escalabilidade. Apesar dos algoritmos de consenso melhorados, como no Bitcoin e Ethereum, por exemplo, implementações de Blockchain processam apenas um bloco de cada vez. Dessa forma, não importa quantos nós estejam conectados, o desempenho será limitado pela velocidade de cada nó. Quanto mais transações exigem processamento, pior o desempenho devido a gargalos na própria rede, o que resulta na lentidão do sistema, que, entre outras coisas, impede que a tecnologia seja amplamente adotada pela indústria.

No contexto de tais problemas, a FANTOM acredita que haja necessidade de uma abordagem paralela e, portanto, desenvolveu uma plataforma de contrato inteligente baseado em Gráfico Acíclico Dirigido (DAG), que pretende se diferenciar da infraestrutura tradicional de armazenamento baseada em blocos, tentando empregar uma versão melhorada dos protocolos existentes baseados no DAG.

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A FANTOM tem como missão fornecer ao mercado um ecossistema de compatibilidade e confiabilidade de transações ao mundo todo, permitindo que essas transações sejam realizadas em tempo real e com baixos custos para os usuários. A perspectiva é de que a FANTOM possa ser utilizada em larga escala e em muitos setores, tais como os de telecomunicações, finanças, logística, veículos elétricos e outros.

Para tanto, a Plataforma FANTOM adota um novo protocolo conhecido como o “Protocolo Lachesis” para manter o consenso, o qual pretende-se integrar à Fantom OPERA Chain. O objetivo é permitir que aplicativos construídos sobre a Fantom OPERA Chain possam usufruir de transações instantâneas e com custo quase zero para todos os usuários.

A plataforma pretende ser de código aberto: usada e alterada pela comunidade; e fornecendo várias ferramentas de suporte a aplicativos que podem ser usadas para criar aplicativos descentralizados (DApps).

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Detalhes técnicos

A plataforma da FANTOM possui a exclusiva tecnologia Opera. A Opera Chain é um novo tipo de infraestrutura distribuída que intenciona resolver problemas de escalabilidade de Blockchains existentes através do rápido processamento de blocos em grande escala que pretende processar em tempo real não apenas informações de transação, como também “Story Data” em um ambiente distribuído. A “Story Root” é armazenada nos dados do evento para registrar informações históricas detalhadas.

A OPERA Chain, da FANTOM, é integralizada por três camadas: o Core Layer, que processa transações em escala, o OPERA Ware Layer, que suporta Contratos Inteligentes e outras funcionalidades, e o aplicativo OPERA, que fornece suporte a aplicativos de terceiros. A camada principal do OPERA é a camada cujos objetivos são operar confiáveis transações no ecossistema FANTOM, bem como as principais tecnologias da cadeia de trocas de informações. O Core Layer da OPERA é uma tecnologia de cadeia que se destina a processar até 300 mil transações por segundo.

O Algoritmo Lachesis

A OPERA Chain usará um novo algoritmo conhecido como Lachesis Consensus Algorithm (LCA), cujo papel é otimizar o desempenho e segurança através de tecnologias de contabilidade distribuída baseadas em DAG. O LCA propõe-se a ser uma tecnologia de tolerância a falhas bizantinas (BFT) e emprega técnicas criptográficas para aumentar a segurança de comunicação entre os nós, além de usar uma linguagem de programação funcional para todo suporte de contrato inteligente.

Ademais, o LCA pretende formar um “Lachesis DAG” baseado no Protocolo de Lachesis. Um conjunto de links entre blocos de eventos forma um DAG, que é um sistema que armazena dados arbitrários que não podem ser alterados. Blocos de eventos contêm informações como transações, contratos inteligentes, histórico de informações e os valores dos eventos anteriores. Um evento está conectado ao bloco de eventos passados com autoridade central manipulando a estrutura. Esses blocos alcançam mais verificações assim que futuros blocos de eventos são adicionados.

A LCA pretende ser totalmente assíncrona, sendo que quando duas transações idênticas forem solicitadas (ou seja, a questão do gasto duplo), apenas a primeira será validada. A ordem entre as transações é organizada com ajuda da lista da corrente principal.

Como funciona

A tecnologia Lachesis pretende alcançar alto desempenho e segurança de armazenamento de dados. Todos os blocos de eventos podem ser criados de forma assíncrona a partir de nós, e cada um desses blocos de eventos consiste em um conjunto de transações (pagamento, remessa, contrato inteligente, história, reputação, recompensas). O novo bloco de eventos está ligado ao bloco principal de eventos, que é o mais recente bloco de eventos, e o nó destina-se a gerar o bloco em alta velocidade através do protocolo de Lachesis.

Distribuição de token FANTOM (FTM)

A plataforma FANTOM adota um modelo inflacionário para expandir o ecossistema. Inicialmente haverá uma taxa de inflação anual de 5%, que diminuirá à medida que mais usuários se juntarem à rede. 20% da inflação total destinam-se a ser utilizados para recompensar nós, enquanto o restante será para fornecer incentivos para usuários da plataforma FANTOM, como taxas de transação quase zero e recompensas aos usuários contribuintes para manter um bom fluxo do ecossistema.

 Serão 3,175 bilhões de tokens FANTOM (FTM) distribuídos da seguinte forma:

  • 40% para a venda simbólica
  • 30% para o desenvolvimento de mercado
  • 15% aos conselheiros/contribuintes
  • 15% para a equipe FANTOM e fundadores

As leis e regulamentos que tangem os tokens estão em constante mudança. Nesse sentido, os tokens podem não ser distribuídos a cidadãos que residem em países ou jurisdições que eventualmente restringem a compra de compra de tokens, como a China, Estados Unidos, e outros.

O mesmo acontece com as leis as leis e regulamentos referentes a operadores de infraestrutura de rede. Restrições de licenciamento podem ser aplicadas e atingir o funcionamento da Fundação Fantom. Assim, devido a essas restrições, pode haver mudanças no calendário de quaisquer eventos, incluindo o de emissão de token.

O capital FANTOM será utilizado da seguinte maneira:

  • Despesas de marketing – 30%
    • Marketing direto para aquisição de serviços FANTOM
    • Marketing PR para FANTOM
    • Marketing de conteúdo do FANTOM através do SNS, como artigos e vídeos relacionados
    • Eventos para o crescimento da comunidade
    • Despesas de operação – 20%
    • R&D para a plataforma OPERA
    • Desenvolvimento e expansão OPERA Ware
    • Desenvolvimento e expansão OPERA Ewallet
Conclusão

O constante processo de evolução econômico torna cada vez mais necessário o desenvolvimento de tecnologias que corrijam as falhas de mercado. Nesse contexto, a tecnologia de Blockchain surgiu como uma saída bastante interessante, uma vez que gerou artifícios para transações mais transparentes e confiáveis sem interferências de entidades como bancos ou governos.

No entanto, ainda há necessidades a serem satisfeitas, já que apesar de implantações mais eficientes feitas pela Blockchain, como o Bitcoin e Ethereum, por exemplo, o mercado ainda sente necessidade de opções com melhores condições de escala e tempo de processamento.

Nesse sentido, a FANTOM aparece como uma interessante alternativa, uma vez que sua plataforma de contrato inteligente baseada em DAG é a primeira que soluciona questões relacionadas à escalabilidade e ao tempo de confirmação referente à tecnologia de Blockchain.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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