Goldman Sachs: porque o Bitcoin não é páreo para o ouro

Um porta-voz do banco líder em investimentos, Goldman Sachs, confirmou que a organização contratou o profissional e graduado trader do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Justin Schmidt, para o posto de vice-presidente e chefe do departamento de mercados de ativos digitais dentro da divisão de valores mobiliários do banco.

Publicado em 14 de dezembro de 2017 por

A corrida em volta do Bitcoin e os baixos índices de ouro forçam muitos a se perguntarem se as criptomoedas reduzem a demanda por barras de ouro.

De acordo com especialistas da Goldman Sachs Group Inc., a resposta é negativa. Embora o Bitcoin mostre alta volatilidade e baixa liquidez em comparação ao ouro, seu valor de mercado de U$$275 bilhões se perde no contexto de reservas de ouro de US$8,3 trilhões, escrevem os analistas Jeffrey Kerry e Michael Hinds em uma nota datada de 11 de dezembro para clientes.

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O seguinte foi relatado:

“Embora a falta de liquidez e o aumento da volatilidade possam tornar o Bitcoin interessante, é improvável que isso convença os investidores que procuram algum tipo de diversificação e hending, enquanto o ouro, com sua longa história, provou que possui essas propriedades.

Na segunda-feira, 11 de dezembro, o Bitcoin saltou acima de US$17 mil após o lançamento de futuros na Exchange CBOE Global Markets. Em 2017, o valor do ouro aumentou em menos de 10%.

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Os analistas da Goldman Sachs mencionaram três razões pelas quais os investidores não mudam de ouro para o Bitcoin:

Em primeiro lugar, os investidores de ouro que utilizam fundos negociáveis (ETF), futuros e índices de commodities, cumprem automaticamente a política sobre a lavagem de capitais (AML) e outras regras de segurança, mesmo com negociação física de metais preciosos. Ao mesmo tempo, até agora não está claro como cumprir essas regras ao negociar criptomoedas, o que cria um obstáculo sério aos investidores, especialmente aos profissionais.

Em segundo lugar, como dizem Kerry e Hinds, não há uma saída em massa de ouro dos fundos negociados na bolsa: os ETFs, apoiados por barras de ouro, mostram as maiores taxas desde maio de 2013.

Em terceiro lugar, as características de mercado do ouro e das criptomoedas são muito diferentes. Tudo bem, o Bitcoin possui uma reserva – determinada matematicamente –, enquanto as reservas de ouro também são finitas (embora seu volume ainda não tenham sido determinado). A composição da demanda dos dois é muito diferente: o Bitcoin atrai mais aqueles que estão afins de especulação.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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