grupo R3, parece estar tendo alguns problemas com seus associados.

Grupo R3, consórcio para o desenvolvimento de tecnologias fintech e blockchains parece enfrentar alguns problemas com seus associados.

Publicado em 22 de novembro de 2016 por

Grupo R3, consórcio para o desenvolvimento de tecnologias fintech e  blockchains parece enfrentar alguns problemas

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Aparentemente as coisas andam meio tensas pelos lados da R3. Primeiro foi a notícia de que a Goldman Sachs, um dos 12 membros fundadores do consórcio, deixaria o grupo. Ate o fechamento desta edição, a Goldman Sachs ainda não havia declarado sua razão para deixar o grupo, apesar de se saber que o R3 agora solicita novas quantias da casa de $150m em investimentos de seus membros. Duas horas depois de anunciada a saída da Goldman, foi a vez do banco Santander, Ovidio Cordero, um representante de comunicação do banco espanhol foi lacônico ao declarar as intenções do banco de sair, tal qual a Goldman, o banco não explicou os motivos de sua partida.

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Disse Cordero:

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“Tomamos a decisão de abandonar o consórcio”.

Enquanto o Santander não comentou, a decisão parece não estar ligada à decisão do Goldman Sachs de se retirar.

Em resposta, um funcionário de comunicações da R3 CEV emitiu um comunicado:

“O desenvolvimento de tecnologias como esta exige dedicação e significativos recursos, em nosso conjunto diversificado de membros, todos têm diferentes capacidades, e naturalmente o direito de mudar de opinião ao longo do caminho.”

Fontes próximas ao negócio indicam que o Santander é apenas mais um dentro de um pequeno número de empresas que podem ter se retirado do consórcio.

O que pode ter adicionado pressão à parceria foi o fato do consórcio estar atualmente buscando por investimento de seus membros, e foi aí que houve desentendimentos sobre quanto de capital a firma deveria receber, uma vez que também coleta taxas dos seus associados.

Documentos indicam que os bancos envolvidos estão buscando uma estrutura mais amigável, como a de consórcios passados (onde a sociedade poderia ser feita com aproximadamente 10% do capital), já que a R3 está pedindo por até 40% do capital da companhia em investimentos, além de 10% para os empregados.

Assim sendo a conclusão óbvia destes membros será a, provavelmente, tomada por muitos outros. A tecnologia blockchain é open source, ou seja, tem código aberto para qualquer um investigar, implementar e, principalmente para eles, fazer a sua própria. A própria Goldman Sachs já declarou sua intenção de prosseguir investigando a tecnologia blockchain por conta própria. Resumo da ópera, desejando dar uma mordida grande demais na vaca viva, o R3 pode ter selado seu destino.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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