Ciberespaço: O Bitcoin vai à guerra!

O bitcoin vai a guerra e leva a blockchain a tira colo

Publicado em 27 de dezembro de 2016 por

A segurança cibernética tornou-se uma das maiores ameaças à segurança dos Estados Unidos, União Européia, Rússia, China e praticamente qualquer outra nação, mesmo fora de tempos de guerra. Os ataques virtuais de grande escala, quando corretamente executados, podem simultaneamente interromper a comunicação, acionar jatos militares ou atacar infraestruturas civis, como hospitais, usinas de energia e comunicação das principais cidades.

Adeolu Fadele, Presidente e Fundador Cryptography Development Initiative da Nigéria (CDIN), disse:

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“Acredita-se que a próxima guerra será lutada online, esta é a razão pela qual os ataques virtuais contra Estados têm se tornado uma prática tão comum. Para uma nação se tornar ou reter o status quo na era digital que vemos hoje, estes países precisam possuir uma excepcional sofisticação em defesa e ataque cibernético.”

A segurança externa não é confiável

Os sistemas existentes de segurança digital têm se demonstrado vulneráveis à guerra digital. Em outubro de 2016, um enorme ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) levou vários sites de alto perfil como o Twitter, Amazon e New York Times a ficarem offline. Este ataque não segmentou nenhuma dessas empresas diretamente, mas sim a Dyn, a empresa que fornece serviços de DNS para cada um desses sites.

Fadele diz que as vulnerabilidades inerentes nos nossos sistemas atuais são a principal razão pela qual a defesa externa se tornou uma prática padrão. Agora que as cercas perimetrais tradicionais já não podem conter o fogo representado por ataques tipo Advance Persistent Threat (APT), a necessidade de uma  tecnologia resistente esses  ataques se tornou inevitável. E na vanguarda dessa tecnologia temos a blockchain do bitcoin.

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Melhores chances de sobreviver

De acordo com Grant Blaisdell, da Coinfirm Blockchain Lab, as tecnologias de Blockchain poderiam reduzir muito os danos em potencial, devido ao simples fato de que os atacantes teriam que atacar uma malha inteira de sistemas em vez de um ponto central. Além disso, há uma grande chance de que mesmo se atacado a maioria das infraestruturas, o serviço não seria afetado.

“Quando se trata de TI” perímetro de segurança “não é a melhor estratégia, pois deixa alvos vulneráveis e isolados durante os ataques cibernéticos. Uma rede distribuída, baseada em Blockchain, fornece uma melhor comunicação e capacidade de neutralizar ameaças”, diz Blaisdell.

Governos com medo de perder o controle

Considerando o porquê dos governos estarem relutantes em abraçar a tecnologia disruptiva, Blaisdell diz que isto poderia estar ocorrendo devido ao medo irracional de perder o controle. Durante décadas (ou mesmo séculos), todos os governos e administrações públicas centralizam a tomada de decisões e as infraestruturas cruciais, mas essa estratégia está sendo provada ineficiente e insegura com milhares de incidentes como vazamentos de e-mails ou furtos de dados. Um sistema unificado baseado em Blockchain para a administração, a segurança e mesmo os militares reduziria drasticamente o risco do ataque e de dano potencial da guerra virtual.

Confiabilidade do Bitcoin

Fadele aponta a Blockchain do Bitcoin como um exemplo de um sistema de contabilidade distribuída que sobreviveu na internet pública por sete anos, até agora, sem a proteção de uma segurança de perímetro tradicional. “Hoje, US$ 14 bilhões em valores são deixados fora de qualquer perímetro, para qualquer um que consiga, hackear.”

Ele aponta as seguintes propriedades da Blockchain do Bitcoin que lhe dá uma melhor defesa de segurança do que a defesa do perímetro tradicional:

  • Registros públicos de transações descentralizadas e distribuídas.
  • Registros de transações imutáveis e à prova de manipulação
  • Efeitos de auditoria em tempo real
  • Resistência a ataques
  • Resistência à censura

No entanto, Fadele identifica os desafios atuais que podem estar atrasando a adoção do Bitcoin e da Blockchain pelas massas, como:

  • Novo e em evolução
  • Complexidade técnica
  • Incerteza Regulamentar do Bitcoin
  • Abuso do Bitcoin por criminosos, como no caso do Ransomware
  • Limitações de escalabilidade
  • Lacunas nas regulamentações KYC / AML

A segunda geração da revolução digital

A revolução digital, que começou décadas atrás, ainda está interrompendo sistemas e estruturas existentes. A primeira geração da revolução digital que representa a Internet da informação, tem perturbado instituições como a imprensa, correios, biblioteca e comutações. Agora, outra rodada da revolução digital está aqui para nos dar a Internet do valor, que vai mudar o mundo das finanças e da economia global.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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