Hackers roubam milhões usando apenas números de telefone

Hackers estão mudando seu plano de jogo. Usando o número de telefone de uma pessoa, agora eles podem ganhar acesso e roubar o dinheiro de alguém desde sua conta bancária até mesmo seus Bitcoins.

Publicado em 22 de dezembro de 2016 por

Hackers estão mudando seu plano de jogo. Usando o número de telefone de uma pessoa, agora eles podem ganhar acesso e roubar o dinheiro de alguém desde sua conta bancária até mesmo seus Bitcoins.

Em um relatório da Forbes, que destaca a história do colombiano Jered Kenna, os hackers conseguiram transferir seu número de celular, depois de falsificar sua identidade, transferindo-o da T-Mobile para uma operadora conhecida como Bandwidth, que estava ligada à conta do hacker.

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Em seguida, os hackers passaram a redefinir as senhas de e-mail de Kenna antes de bloqueá-lo em outras 30 contas suas, que incluíam dois bancos, PayPal, dois serviços de Bitcoin e sua conta do Windows.

No entanto, os danos do hacks em suas contas bancárias eram reversíveis, enquanto o roubo de seus Bitcoins roubado não era. Segundo o relatório, Kenna perdeu “milhões de dólares” em Bitcoin.

Ele afirma:

“Eu era uma das primeiras pessoas a realmente fazer qualquer coisa em Bitcoin e eu não tenho mais nenhum Bitcoin para falar. Eu tenho, como, 60 moedas ou algo assim, que não é nada comparado ao que eu tinha.”

Infelizmente, como observa a Forbes, este não é um caso isolado. Hoje em dia, os hackers estão tentando alvejar qualquer coisa, que varia desde as pessoas aos hospitais, tudo isso para poder por suas mãos em alguns Bitcoins.

Usando telefones para Hacking

Os telefones são algo que atualmente utilizamos todos os dias, mas agora os hackers estão virando-os contra nós.

De acordo com a Federal Trade Commission (FTC), os ladrões estão usando telefones celulares com mais frequência para atacar as pessoas desavisadas.

Em janeiro de 2013, o número de incidentes relatados à FTC para esse mês totalizou 1.038 incidentes, representando 3,2 % de todos os incidentes de roubo de identidade. Avançando para janeiro de 2016 esse número tinha aumentado para 2.658 incidentes, representando 6,3% dos roubos de identidade relatados à FTC.

Naturalmente, como Forbes relata, embora seja difícil colocar uma cifra real sobre o número de hacks que visam moedas digitais, a Coinbase, sediada em São Francisco, acredita que o número dobrará entre novembro e dezembro entre seus clientes.

Quem é atingido pelo problema?

Indivíduos que detêm um grande volume em Bitcoin esses são os alvos preferidos dos hackers. Como é impossível rastrear ou reverter transações em Bitcoin, os hackers obtêm essas informações com relativa facilidade.

Então, quem exatamente eles tinham como alvo no passado?

Adam Draper, que dirige uma starter de aceleração Bitcoin chamada Boost VC, viu hackers roubarem US$ 50k dele há dois anos. Como ele não sabia quem o fazia, não podia fazer nada a respeito. Bo Shen, um notável investidor da indústria blockchain perdeu US $ 300.000 no valor de seus tokens de Augur (REP) depois que os hackers os roubaram. Enquanto o mineiro Joby Weeks viu hackers roubarem $ 100.000 em Bitcoin, além de remover suas outras moedas digitais, como Ethereum, Ripple e Monero.

Sem Conhecimento Especializado

Surpreendentemente, os hackers nesses casos não exigem nenhum conhecimento específico. Tudo o que precisava era do número de telefone de uma pessoa e de um representante de atendimento ao cliente em uma operadora de telefonia que não se preocupava com a segurança.

Uma vez em posse de um código de autenticação de dois fatores (2FA), que normalmente é suposto adicionar uma camada de segurança extra além da senha de uma pessoa, o hacker pode facilmente ter acesso à conta bancária de um indivíduo, e-mail, contas de mídia social e Contas moeda digital.

O que fazer para se proteger?

Apesar de todos estes dados alarmantes, se você tomar algumas medidas de segurança pode deixar seus BTC e outros ativos digitais muito mais seguros. A primeira, e melhor ideia, é não utilizar carteiras quentes para armazenar grandes quantias. O termo carteira fria vem de uma carteira que não movimenta ou apenas faz isso raramente, tendo menos aparições na blockchain.

A segunda ideia é não utilizar carteiras de celular, ao menos não para guardar grandes quantias. A prática mais segura que podemos sugerir aqui é a de sempre manter duas carteiras: Uma quente e uma fria; na primeira você coloca os BTCs que vai movimentar ativamente, já na segunda guarde suas economias, e se você mantiver pelo menos umas 4 ou 5 delas, dificulta ainda mais o risco de ser hackeado.

Não adianta se desesperar ou dizer que o BTC não é seguro. Os hackers de hoje em dia são os assaltos de ontem, simples assim. O que se deve fazer é encontrar meios para deixar suas aplicações mais seguras e confiáveis. Para ter uma noção de como pode fazer isso, veja este artigo  e saiba como ter mais segurança para movimentar seus Bitcoins.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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