Jeffrey Wernick: investimentos em Bitcoin devem ser uma forma de protesto contra políticas financeiras dos Estados

A chamada chave de alarme – a chave privada de Satoshi Nakamoto para o sistema de sinalização da rede Bitcoin – foi divulgada pela primeira vez ao público nesta terça-feira, 3 de julho, durante a conferência Building on Bitcoin 2018, em Lisboa.

Publicado em 30 de julho de 2018 por

O conhecido empresário Jeffrey Wernick, que começou a investir em Bitcoin ainda em 2009, acredita que muitas pessoas têm uma ideia completamente errada da principal criptomoeda, esquecendo, em primeiro lugar, a filosofia que formou sua base. Isso foi abordado por Wernick em entrevista à Business Insider.

Em particular, Jeffrey Wernick lembra que o Bitcoin foi criado como uma moeda alternativa que está além do alcance de governos e instituições financeiras tradicionais.

“No momento, muitas pessoas estão falando mais sobre a Blockchain do que sobre o Bitcoin. Eles estão simplesmente procurando um modelo de renda alternativo, e não estão nem um pouco preocupados com o projeto filosófico original que inicialmente atraiu as pessoas para o Bitcoin em 2009 e o ajudou a sobreviver em 2013 e 2014, quando sua popularidade começou a crescer repentinamente. Havia um pequeno universo de pessoas que estavam trabalhando ativamente para garantir que o Bitcoin continuasse a se desenvolver, elas continuavam a minerá-lo e comprá-lo e fizeram isso porque acreditavam na ideia do dinheiro do povo”, afirmou Jeffrey Wernick.

Segundo ele, o ato de investir em Bitcoin deve ser visto como uma forma de protesto contra os governos e suas políticas financeiras. Ao mesmo tempo, esses investimentos provavelmente serão bastante lucrativos.

“Acredito que em cinco anos, os investimentos em Bitcoins trarão muito mais do que qualquer outro investimento alternativo. No entanto, você não deve comprar mais do que pode, porque eu também posso estar errado nas minhas previsões. Além disso, será mais um sinal para o governo, que diz: “O que você está fazendo é absolutamente inaceitável”, apontou Wernick.

Nesse contexto, o empreendedor toca na necessidade de lembrar como o sistema financeiro tradicional está estruturado, onde tudo é voltado para incentivar as pessoas a pegar novos empréstimos nos bancos.

“Portanto, a única maneira de ajudar um típico representante da classe média a fazer poupança é investir uma certa porcentagem em criptomoedas”, acrescentou ele.

Em muitos aspectos, é por essa razão, acredita Wernick, que os Estados são tão hostis ao Bitcoin, fazendo todo o possível para matá-lo.

Jeffrey Wernick começou sua carreira no banco de investimentos Salomon Brothers e no National Bank of Detroit. Mais tarde, ele fundou e depois vendeu a empresa de gerenciamento de riscos AVI Portfolio Services Company, Inc.

Hoje, Jeffrey Wernick é um investidor independente, com uma carteira onde entraram as primeiras ações da Uber e da Airbnb. Ele também é membro dos órgãos consultivos da DataWallet e Qtum.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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