OEL: Blockchain na logística de transportes

O setor de transporte e logística, segundo o Banco Mundial (2016), é responsável por cerca de 13% do PIB mundial. No Brasil, por exemplo, os custos de transporte e logística, incluindo armazenagem, serviços admirativos, estoque e outros, consumiram, apenas em 2015, cerca de 12,7% do PIB, ficando próximo do patamar de R$750 bilhões.

Publicado em 18 de junho de 2018 por

O setor de transporte e logística, segundo o Banco Mundial (2016), é responsável por cerca de 13% do PIB mundial. No Brasil, por exemplo, os custos de transporte e logística, incluindo armazenagem, serviços admirativos, estoque e outros, consumiram, apenas em 2015, cerca de 12,7% do PIB, ficando próximo do patamar de R$750 bilhões.

O transporte rodoviário tem sido o mais escolhido por empresas do setor para o transporte de matérias primas e produtos acabados, sobretudo em países emergentes. No entanto, esse não é um ambiente totalmente eficiente: o aumento da demanda por fretes rodoviários culminou numa expansão desenfreada e desorganizada do setor. Somando isso à falta de controle do sistema como um todo, o cenário resultante é bem pouco favorável e enfrenta muitos problemas.

Existem diversos fatores que comprometem a eficiência do setor de transporte rodoviário, entre eles, destaca-se a alta fragmentação do mercado, na qual mercadorias passam por diversos intermediários antes de chegar ao destino final, o que acaba atrasando o processo. Esse problema é agravado pelo fato de a maior parte do sistema ser manual. Ademais, devido à fragmentação do modelo atual do mercado, não há recursos para rastreamento em tempo real. Diante disso, os principais problemas enfrentados são altos custos, atrasos na entregas, roubos e furtos de cargas, entre outros.

No Brasil, como apontou análise da GKO Informática e RC Sollis, os principais problemas enfrentados pelo sistema de transporte rodoviário que o impedem de se tornar mais competitivo são: a baixa confiança no prazo de entrega e a insuficiência de informações a respeito do posicionamento da carga, oscilações na qualidade do serviço e altos preços.

A fim de resolver esses problemas, a Fundação OEL desenvolveu uma infraestrutura descentralizada baseada em Blockchain com a finalidade de reorganizar a maneira como os registros de fretes são realizados. A Fundação pretende aumentar a eficiência da indústria de transporte por meio da digitalização dos dados através da tecnologia de registros distribuídos, já que através dela, uma informação lançada na rede a respeito de um carregamento, por exemplo, se torna imutável. À medida em que as informações são repassadas, é gerado um histórico robusto e indiscutível para o frete.

Arquitetura OEL

A arquitetura empresarial da Fundação OEL está dividida em componentes técnicos e camadas, sendo eles:

Componentes técnicos – Padrões da indústria alavancados pela OEL.
  1. O Framework Enterprise Ethereum Architecture

(https://entethalliance.org/resources/) publicado em 2 de maio de 2018

  1. A arquitetura de redes distribuídas OnChain (http://www.onchain.com/en-us/)
As principais camadas da arquitetura empresarial da OEL são:
  1. A Plataforma de Logística Empresarial Aberta (Plataforma OEL), que contempla os seguintes componentes: Fundação OEL dApp (Fundação e casos de uso de terceiros); Dashboards e ferramentas de BI; Contratos inteligentes DSL; Gerenciamento de identidade; Autorizações baseadas em função; Assistentes de integração do cliente
  2. Protocolo OEL, nos qual estão alocados os seguintes componentes: Modelos de Contratos Inteligentes; Escala On-chain e Off-chain; Criptografia (PKI X.509); APIs; Integração inter-chain (cross-chain); e Integração de serviços de terceiros, por ex. Gateway de pagamento
  3. Rede OEL, composta pelos componentes: Mainchain de Blockchain privada; Contratos inteligentes pré-compilados; máquina virtual; Consenso privado (através de algoritmos POS ou dBFT); e Armazenamento off-chain (por exemplo, IPFS, BigchainDB)
Para garantir o pleno funcionamento seu ecossistema, a fundação OEL adotou como critérios:

1) Escalabilidade – a plataforma oferece velocidades de transações compactas e com custos mínimos com a capacidade de mensuração automática a fim de conseguir atender volumes crescentes de tráfego na rede; 

2) Confidencialidade, que garante a privacidade e segurança dos dados de acordo com as melhores práticas do setor e modelos consistentes de regulamentação;  

3) Governança. A Fundação OEL atua como órgão regulador que atesta abertura, transparência, confiabilidade e responsabilidade.

4) Compartilhamento. Na plataforma, existe um modelo baseado em recompensa (tokens) que tem o intuito de gerar incentivos aos participantes para que eles possam compartilhar dados como localização, capacidade disponível e outros dados relevantes.

Tokens

O Protocolo OEL será alimentado pelo token utilitário OPN, que contempla as funções de validação de contrato inteligente, micro recompensa e incentivo, ponto de acesso e Staking.

Para a geração dos tokens, foram programados dois Eventos de Geração(TGE). O primeiro deles (TGE 1) ocorrerá no terceiro trimestre de 2018, e o segundo (TGE 2), somente entre o segundo e o terceiro trimestre de 2019.

Detalhes técnicos da primeira fase:
  • Preço do token: US$0,50
  • Soft cap: US$4 milhões
  • Hard cap: US$15 milhões

No total, serão geral gerados 100 milhões de tokens OPN, dos quais 6,4% serão disponibilizados durante a pré-venda da primeira fase;  26% durante a venda principal; 10% serão destinados à equipe da Fundação OEL; 2,5% ao programa de recompensa; 40,1% serão reservados para o TGE 2 e para prêmios de acionistas; e os outros 10% serão destinados à OpenPort LTD.

Quanto aos recursos, estes serão alocados da seguinte maneira:
  • 20% serão destinados a atividades de marketing e construção de alianças;
  • 10% serão alocados para administração e judiciário;
  • 10% para contingência;
  • 40% para desenvolvimento da plataforma;
  • 30% para contratos de serviços OpenPort.

Conclusão

A fundação OEL chega ao mercado com a proposta de revolucionar e otimizar a indústria de transporte e logística. Reconhecendo que uma das principais causas da ineficiência desse setor é a falta de um sistema automatizado de informações e protocolos, a proposta da empresa é tornar todas as transações mais rápidas e seguras por meio da tecnologia de Blockchain.

A partir desse ponto, a OEL oferecerá ao mercado um modelo eficiente no qual as transações serão lançadas automaticamente gerando um histórico inquestionável garantindo a transparência e confiabilidade dos fretes. Com base nisso, o mercado poderá corrigir algumas de suas falhas – como a falta de informação a respeito da localização, por exemplo.

Com tudo isso em mente, o projeto está indo adiante para sua fase de angariação de fundos e pretende ser um dos grandes na indústria de Blockchain e criptomoedas. Para saber mais sobre como a OEL planeja inovar da cabeça aos pés esse mercado, siga os links abaixo, estude a proposta mais a fundo e até mesmo bata um papo com a equipe sobre os pormenores desse avanço.

Para saber mais  acesse o site mda OEL.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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