A correção do Bitcoin em 2018 não repetirá cenário de quatro anos atrás devido a significativas mudanças na estrutura do mercado. Esta suposição foi feita pelo analista e investidor de criptomoedas Willie Wu

Nick Carter, parceiro da firma Castle Island e co-fundador do portal analítico Coinmetrics, está convencido de que a capitalização de mercado é uma ferramenta irracional e imprecisa de medir a quantidade de capital do Bitcoin. Isso foi dito por ele durante seu discurso na conferência Baltic Honeybadger 2018.

De acordo com vários estudos, milhões de moedas não se moveram desde 2009-2010 – incluindo os (prováveis) endereços de Satoshi Nakamoto. Provavelmente, salientou Carter, elas estão sendo mantidas em carteiras frias, mas podem também estar perdidas para sempre.

“Não estou certo de que deveríamos levar em consideração seu volume total na capitalização de mercado”.

Como solução, Carter sugeriu o cálculo do chamado “custo de segurança” – o lucro total de mineiros na história do Bitcoin, dado que eles venderam as moedas imediatamente após sua extração.

“Essa heurística bastante bruta nos levará à soma de US$10 bilhões, que você precisa aproveitar ao calcular os investimentos de capital em bitcoin. A resposta está em algum lugar entre US$10 bilhões e uma capitalização de mercado de US$115 bilhões”, enfatizou o pesquisador.

Ele propôs um instrumento alternativo, a “capitalização realizada”, que seria baseada na agregação de UTXOs (rendimentos desprotegidos de transações), e levaria em consideração o custo do Bitcoin em sua última atividade. Carter chegou à conclusão de que a “real capitalização” do Bitcoin é de cerca de US$88 milhões.

“Uma significativa parte das moedas está perdida para sempre, elas não precisam ser levadas em consideração, já que não estão mais ativas”, adicionou.

Um situação similar, ele acredita, se desenvolveu nas redes Bitcoin Cash e Bitcoin Private. A maior parte das moedas recebidas pelos usuários através do airdrop nunca deixaram seu endereço original, sendo que dessa forma, diz Carter, não são aplicáveis em tais casos.

Ele alegou que 18% da capitalização realizada da Primeira Moeda se encontra nas carteiras de corretoras criptomonetárias.