Os libertários adoram Bitcoin e as criptomoedas

O bitcoin e suas alts estão longe do que os governos consideram ideais, não podem controla-las, não podem força-las a nada, suas negociações são abertas, porem anônimas, tudo dele é uma afronta aos sistemas de controle dos governos atuais,

Publicado em 6 de novembro de 2016 por

Os libertários adoram Bitcoin e as criptomoedas. Cerca de 44% dos usuários da criptomoeda digital se auto identificam como Libertários.

Não é difícil entender o porquê. O bitcoin e suas alts estão longe do que os governos consideram ideais, não podem controla-las, não podem força-las a nada, suas negociações são abertas, porem anônimas, tudo dele é uma afronta aos sistemas de controle dos governos atuais, vamos aqui tentar entender porque, e como ele afeta as pessoas e os governos.

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O Bitcoin (software open-source e rede peer-to-peer) e bitcoin (a moeda) apareceram pela primeira vez no início de 2009, logo após a explosão da bolha imobiliária. Foi fortemente promovido por uma comunidade libertária, experiente em tecnologia, anti-establishment, preocupada com o poder dos grandes bancos e com a regulamentação governamental.

Os críticos descartaram o Bitcoin como sendo “dos privilegiados, para os privilegiados”, enquanto os defensores alegaram com igual falta de sutileza que de alguma forma é “pós-privilégio” completamente. Independentemente do rótulo, no entanto, o Bitcoin e outras plataformas de criptomoedas como ele, não estão indo embora, e eles estão prestes a virar o mundo financeiro de ponta à cabeça.

O que a tecnologia blockchain bitcoin oferece que as torna ameaçadoras aos sistemas atuais? E o que elas nos oferecem de melhoria de vida?

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Facilidade de envios, velocidade e taxas muito mais baixas.

Em primeiro lugar moedas digitais, como o bitcoin, podem ser enviadas de uma ponta a outra do planeta em questão de minutos, como se não bastasse à velocidade; temos também os custos. Essa mesma transação feita por um banco credenciado teria uma taxa mínima por volta de 10% do total a ser transferido, mas se ela for feita através de criptomoedas o custo dessa transferência cai para quase zero.

Você não leu errado, essa transferência terá uma taxa insignificante. Isso se traduz em prejuízo para os bancos e consequentemente para os governos, e nós não queremos isso, ou será que queremos? Alguns bancos mais espertos já estão na onda da blockchain, eles tem suas próprias moedas digitais e todos os dias novas iniciativas blockchain estão surgindo.

As criptomoedas são bem mais difíceis de falsificar

O principal desafio com a criação de dinheiro é que você tem que produzir um meio de troca que não pode ser gasto mais de uma vez. Se você pudesse simplesmente fotocopiar uma nota de dólar para ganhar mais dinheiro, o sistema monetário dos EUA não funcionaria.

O governo usa recursos de segurança como papel especial, tinta, desenhos e hologramas para evitar que as pessoas “dupliquem dinheiro”. Uma unidade de criptomoeda, por outro lado, é apenas uma sequência de caracteres, letras, números, símbolos. Isso realmente representa uma “chave privada”, e quando você compartilhá-la com alguém, você dá a esse alguém a capacidade de carregá-lo para a rede de autenticação. Através de um processo de criptografia, cada transação é verificada contra um livro público (a blockchain) em uma rede peer-to-peer. Se for ilegítima, a transação não é executada.

Além de poderem ser falsificadas, as notas de dinheiro impresso geram um grande custo, esse custo é tirado do bolso dos usuários, bem como da natureza que será de onde se extrairão as plantas e arvores para a impressão desse dinheiro. Tomemos o Brasil como exemplo, por ano o país gasta algo em torno de 1.35 bilhões em novas cédulas e modas, esse valor é uma conta que pagamos todos os anos, esse dinheiro poderia ser investido em muitas outras coisas se não usássemos dinheiro impresso.

E ainda existe o custo ecológico, nosso planeta já está sobrecarregado com abusos que a nossa espécie anda cometendo, está na hora de pararmos e seguirmos por outro caminho, se isso não ocorrer em um curto período de tempo toda a vida no planeta estará condenada.

Criptomoedas no nosso sistema financeiro

A existência de fortes criptomoedas já está tornando a economia mais democrática, simplesmente dando às pessoas uma escolha quando se trata do tipo de dinheiro que querem usar. Muitos tomam como certo que existe apenas um tipo de dinheiro usado, mas esse nem sempre foi o caso. Notas bancárias, metais preciosos, uísque, gado, café, tempero e outros, eram e, em alguns casos, ainda são moedas populares em certas partes mundo.

Embora não pareçam boas moedas de uma perspectiva moderna, todos eles tornaram possível às pessoas sem acesso à moeda oficial fazerem acordos uns com os outros. E é isso que precisamos hoje: mais maneiras de trocar e recompensar as pessoas. A criptomoeda torna isso possível hoje, assim como trocar ou usar prata tornou o mesmo possível 100 anos atrás. Criptomoeda pode se tornar dinheiro pelas pessoas e para as pessoas. Um bom exemplo disso é o Maza Coin que é agora a moeda corrente oficial da nação tradicional de Lakota, e tem potencial para ser realmente histórica.

mazacoin

O ecossistema das criptomoedas e seu uso em projetos ecológicos

Se ao longo de um prazo, os países substituírem suas moedas por moedas virtuais, teremos aí uma economia muito grande tanto na questão monetária quanto na questão ecológica. Moedas impressas necessitam de muito material extraído da natureza e a queima dessas mesmas moedas também atuam como agentes poluentes.

Além disso, existem as moedas de incentivo ecológico que geram recompensas por atos ecológicos como a Ecocoin. E mais recentemente o uso de blockchains na questão tanto de incentivo a geração de energia limpa, como é o caso da Solar Coin no gerenciamento desses recursos, muito disso foi discutido na “Hakaton holandesa energia e blockchains“. Um novo mundo ainda esta para ser desvelado em termos do uso da tecnologia blockchain nas questões ecológicas.

Então moedas digitais, bitcoin, blockchains; tudo isso trata de poder.

Sempre que falamos de dinheiro, estamos falando também de poder. Se quisermos nos concentrar unicamente em criptomoedas, estamos falando da capacidade das pessoas normais assumirem o controle sobre o dinheiro, torná-lo seu, usá-lo como uma ferramenta para organizar melhor suas comunidades e atender às suas necessidades.

Se expandirmos a conversa para se concentrar em blockchains, estamos também falando sobre a “reconstrução” da nossa sociedade em algo que pode ser lido e processado por máquinas. Criptomoedas e blockchains andam de mãos dadas, então sim, estamos falando de muito mais do que dinheiro. Estamos falando de uma sociedade legível por máquina e potencialmente a maior mudança na lei desde o advento dos advogados. A sociedade está prestes a se refazer.

Muitos já disseram que o bitcoin é uma moeda que só interessa a ladrões, assassinos e toda sorte de foras da lei, porém isso não é verdade, essa campanha maciça contra o bitcoin é muito bem orquestrada por governos que têm muito a perder se a “moda pega”.

Usuários do bitcoin estão cansados de trabalhar e ter que pagar boa parte de suas rendas aos governos. Usuários do bitcoin querem poder usufruir de seus rendimentos sem ter um governo a encher os bolsos cobrando altos impostos.

A maioria dos usuários de bitcoin não é bandida, eles simplesmente cansaram de ter que sustentar um sistema falido, que não dá a eles nada em troca de seu trabalho. Você pode dizer os impostos são usados para melhoria das cidades, mas quanto do que você paga em impostos realmente vai para isso? Quanto de seus impostos é usado em coisas que não concorda?

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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