Potcoin – alternativa para negócios de Cannabis

Diante de um potencial mercado atrapalhado, sendo prejudicado por problemas de regulações, a Potcoin surgiu com uma alternativa aos negócios de Cannabis.

Publicado em 6 de agosto de 2018 por

Potcoin

Diante de um potencial mercado atrapalhado, sendo prejudicado por problemas de regulações, a Potcoin surgiu com uma alternativa aos negócios de Cannabis.

Nos Estados Unidos, oito estados, incluindo o Distrito de Columbia, já legalizaram o consumo de maconha para fins recreativos e, em outros 29 estados o produto é legal para fins medicinais. Nesse contexto, segundo expectativas, até 2021 o valor proveniente das vendas de varejo da maconha deve aumentar consideravelmente, passando de US$ 6,5 bilhões, em 20 jurisdições, no ano de 2017, para US$ 30 bilhões.  Até 2026, estima-se que valor possa chegar ao patamar de US$ 50 bilhões.

Contudo, apesar da legalização em muitos estados, sob a lei federal do país, o produto ainda é ilegal, estando sob o mesmo rótulo que substâncias como heroína e LSD. Nesse cenário, empresas e vendedores de maconha, acabam ficando impossibilitados de fazer uso de serviços e produtos bancários tradicionais. Assim, a maior parte das transações são feitas com dinheiro em espécie o que gera um alto risco para esses comerciantes e empresas.

Por isso a Potcoin foi desenvolvida como uma solução bancária para esse setor do mercado. A plataforma peer-to-peer descentralizada, permite que os usuários em qualquer lugar do mundo possam realizar transações seguras.

Cada usuário, para começar a usar a plataforma, deve criar uma conta digital, que gera um endereço público exclusivo para receber suas moedas e uma chave pessoal para acesso aos fundos. Assim, os potcoins na carteira de um usuário podem ser transferidos para outro, para transações de compra e venda de produtos de cannabis em qualquer parte do mundo.

A Potcoin possui uma estrutura de código aberto, o que permite que a sua infraestrutura possa receber melhorias tanto de administradores da moeda quanto de apoiadores externos da ideia. Em 2017, a moeda migrou de um sistema de mineração semelhante ao do bitcoin para um sistema de prova de participação (PoS), através do qual os usuários ganham um percentual que varia entre 5% e 7% de participação referente à suas participações em pot-commodities e histórico de transações.

Mercado Potcoin (POT)

O mercado limitado ao qual está destinada compromete a demanda e o anonimato atribuídos à moeda. Mesmo que a moeda garanta um alto grau de sigilo, uma vez que o governo, por exemplo, queira fechar os pontos distribuição de maconha, basta acessar a base de dados disponível na blockchain para reconhecer os compradores e fornecedores. O Trabalho seria ainda mais fácil, uma vez que a moeda é destinada a transações ligadas a um único produto e a carteira de clientes é bastante limitada.

Sobretudo, o mercado da maconha continua crescendo e ganhando cada vez mais apoiadores. Mas, apesar disso, a baixa comunidade por trás do POT e, consequentemente a baixa demanda, acabam por gerar maior volatilidade aos ativos. Em 2017, por exemplo, quando foi anunciado que a Potcoin financiaria a viagem de Dennis Rodman para Coréia do Norte, o valor da moeda deu um salto de quase 65%, passando de US$ 0,1049 para US$ 0,1723, em um intervalo de tempo de um dia.

Atualmente estão em circulação 220.218.472 POT, de um fornecimento total de 420 milhões. No momento da redação segundo o CoinGecko o valor do POT representava uma al de 10% num intervalo de 24 horas e estava cotado em US $ 0,057099.

Em seu melhor momento, mais precisamente no dia 3 de maio deste ano, a moeda atingiu seu maior valor quando chegou a ser vendida por US$ 1,75. De lá para cá, o preço do POT caiu cerca de cerca 97%.

As projeções para o futuro da moeda não são bem definidas, mas certamente a Potcoin pode se beneficiar diretamente do mercado de cannabis em ascensão.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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