Poucos varejistas do Japão e EUA investem em moedas virtuais

Publicado em 16 de junho de 2017 por

As moedas virtuais têm virado manchete e sua crescente popularidade vem sendo uma das razões pelas quais o tópico foi incluído no Twenty-Third Monex Global Investor Survey, que foi realizado entre os clientes japoneses, norte-americanos e honcongueses (de Hong Kong) do Monex Group, Inc. de 29 de maio a 5 de junho de 2017.

A empresa perguntou aos investidores de varejo sobre moedas virtuais, como o Bitcoin. Os resultados mostraram que a porcentagem de investidores de varejo que realmente investem em tais moedas é bastante baixa.

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Apenas 3% dos investidores de varejo no Japão e nos Estados Unidos disseram que já investiram em moeda virtual. A porcentagem é um pouco maior em 10% entre os investidores de varejo na China (Hong Kong).

Além disso, cerca de 20% dos investidores de varejo nos Estados Unidos e na China (Hong Kong) responderam que não estavam familiarizados com a moeda virtual. No entanto, a maioria dos investidores de varejo no Japão está familiarizada com a moeda virtual, embora não tenha feito nenhum investimento nesse tipo de ativos.

Em face dos resultados da pesquisa relatados pela Monex, outras empresas japonesas, como a GMO Internet Inc., estão trabalhando cada vez mais a área das moedas criptográficas, explicando que os volumes de negociação do Bitcoin estão crescendo e que a regulação é branda o suficiente para promover o desenvolvimento de tal comércio.

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Em 31 de maio de 2017, a OGM lançou oficialmente a sua corretora de criptomoedas, a GMO-Z.com Coin, que no momento só trabalha com Bitcoin. A empresa planeja a adição de Ethereum à sua plataforma em breve.

As tulipas

A volatilidade dos preços da Bitcoin tem sido um tópico quente. Muitos, no entanto, questionaram o que está por trás desse aumento nos preços. Paul Orford recentemente desenhou um paralelo interessante entre a atual mania do Bitcoin e a “Mania Tulipa” do século XVII.

No inicio do século 17, as tulipas viraram febre na Holanda e as pessoas pagavam o que pudessem por uma delas. Porem, as tulipas demoravam de sete a doze anos depois de plantadas para florescerem, o que limitou as vendas aos meses compreendidos entre junho e setembro.

Para contornar o impedimento e poder negociar o ano inteiro, os especuladores passaram a vender contratos de tulipas. Ao assinar um contrato, um comprador assumia o dever de comprar determinada tulipa no final da temporada, essencialmente, como um moderno contrato de futuros.

Assim, como as próprias tulipas, os contratos passaram a ser negociados, iniciando o primeiro mercados de derivativos do mundo. Em 1636, as tulipas e os seus contratos eram tão visados que eram negociados na Bolsa de Amsterdam, em Rotterdam, Haarlem, Leyden, Alkmar, Hoorn e outras cidades por todo o país.

A febre das tulipas chegou até a fazer pequenas incursões em Londres e Paris, apesar não conseguir chegar à mesma escala que em seu país de origem. Era inevitável, entretanto, que eventualmente alguém fosse perceber que estava pagando fortunas inimagináveis por nada mais do que uma planta de jardim.

Isso ocorreu no inverno de 1636-1637 em Haarlem, quando um comprador não honrou o seu contrato, gerando um pânico, o que fez com que, em questão de dias, os preços das tulipas caíssem para um centésimo de seus valores anteriores. A bolha havia estourado.

A mais recente pesquisa da Monex também mostrou maior interesse em tecnologia, que foi classificada na lista dos setores mais atraentes das três regiões. Esse interesse, de acordo com a Monex, é em grande parte baseado na cobertura da mídia sobre avanços na inteligência artificial (AI).

Realidade das coisas

O Bitcoin e as moedas virtuais são baseados em processamento computacional, segurança e manutenção de numerário. Ou seja, como ativo comparável ao Ouro, o Bitcoin não pode ser criado ao bel prazer de ninguém e ficará cada vez mais escasso.

Pode ser que sim, a febre da tulipa esteja se desenvolvendo novamente, só que dessa vez em escala mundial. Entretanto, apesar das pequenas bolhas especulativas, que ocorrem de tempos em tempos até mesmo com o Ouro; tal qual o metal, o BTC provavelmente não irá se reduzir a nada, já que, diferentemente da história das tulipas, ele não é apenas uma planta de jardim.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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