Região de MENA teve investimentos de US$ 100 milhões em FinTech

Um novo relatório descobriu que, nos últimos dez anos, no Oriente Médio e Norte da África (Região de MENA) as startups Fintech arrecadaram US$ 100 milhões, com estimativas de que este número poderia dobrar até 2020.

Publicado em 20 de abril de 2017 por

Um novo relatório descobriu que, nos últimos dez anos, no Oriente Médio e Norte da África (Região de MENA) as startups Fintech arrecadaram US$ 100 milhões, com estimativas de que este número poderia dobrar até 2020.

O relatório, sobre o estado da indústria Fintech, feito pela organização de sustentação de negócios Wamda e pela empresa de pagamentos Payfort, indica que um aumento afiado na atividade de financiamento será esperado este ano mas startups de MENA.

Tudo leva a crer que a indústria levantará algo em torno de US$ 50 milhões em 2017 na região. Em comparação aos US$ 18 milhões levantados no ano passado, esse número mais que dobrou, mostrando que a região está disposta a dar maior importância ao setor, demonstrando que o crescimento da indústria já pode ser visto.

De 2012 a 2015, o número de startups de Fintech na região de MENA dobrou de 46 para 105, com metade desse número sendo lançado a partir de 2012. Isso foi impulsionado pelo fato de que 86% da população adulta MENA não tem acesso a uma conta bancária.

Acredita-se que ate 2020 cerca de 250 startups de FinTech estarão presentes na região, com os emirados Árabes unidos colocados entre os centros de tecnologia financeira mais promissores da área.

De acordo com o relatório, quase três de quatro empresas de FinTech estão baseadas em quatro países. Doze países da região hospedam 73% de todas as startups de FinTech  em MENA. Com os emirados Árabes liderando com 33 startups, seguidos pelo Egito com 17, e Jordânia e Líbano com 15 cada.

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Startups de pagamentos permanecem o maior setor

Em todos os países da região de MENA, as startups de pagamento continuam a ser a indústria mais importante, com as startups de pagamentos e empréstimos representando 84% do mercado Fintech da região.

Infelizmente, uma das barreiras que as empresas de FinTech estão experimentando nos países do Oriente Médio e do Norte da África é o fato de que elas não são agraciadas com a confiança que os bancos lá têm.

Não só isso, mas a falta de conhecimento sobre os serviços de tecnologia financeira ou um entendimento entre a população que possui situação bancaria deficiente, significa que as empresas estão perdendo uma parcela grande de mercado que permanece inexplorado.

Planos de Expansão

Dos entrevistados, 98% (ou 40 de 41) das startups de FinTech na região de MENA disseram que planejam entrar em novos mercados nos próximos dois anos. Enquanto os Emirados Árabes Unidos continuam a ser um local popular, a Jordânia, Egito e Arábia Saudita ainda aguardam o momento de se tornarem os próximos locais de desejo dessas indústrias.

No entanto, de acordo com Faisal Al Bitar, gerente assistente de investimentos no Oasis500, na Jordânia, um dos principais desafios na Jordânia é a falta de uma sandbox para empresas Fintech.

Os defensores argumentam que uma caixa de proteção nacional para o Líbano, Jordânia e Egito beneficiaria não só as startups, mas também os bancos. Contudo, os políticos estão cautelosos em relação ao impacto da FinTech sobre a estabilidade do sistema financeiro. (Na verdade acredito mais que eles estão com medo de perder as facilidades financiadas pelos bancos).

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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