Ripple planeja se tornar descentralizado

O SBI Ripple Asia pretende utilizar as capacidades da blockchain para pagamentos transfronteiriços entre bancos sul-coreanos e japoneses.

Publicado em 12 de maio de 2017 por

Diretor de tecnologia do Ripple anunciou uma estratégia ambiciosa para levar a criptomoeda a descentralização, ele afirma em publicação que o Ripple será mais descentralizado que o Bitcoin.

O diretor de tecnologia do Ripple, Stefan Thomas, afirmou ter uma estratégia dividida em três partes para tornar o consenso do Ripple mais descentralizado, seguro e eficiente.  Em declarações publicas via blog ele disse:

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“Uma de nossas maiores ambições é nos tornarmos mais descentralizados que o Bitcoin, que no momento da redação tem cinco pools controlando mais de 51% de sua rede. Isso quer dizer que se elas decidirem se unir, poderiam atingir a blockchain do Bitcoin com um ataque de 51%. Para o Ethereum a coisa fica ainda pior, com apenas três pool comandando o show. E nós não queremos que esse tipo de coisa ocorra no Ripple”.

A RCL – a blockchain do Ripple – foi criada em 2012, e nasceu como uma blockchain publica pronta para empresa, ao contrario do Bitcoin. A blockchain Ripple é orientada para bancos, e outras instituições financeiras que trabalham com transferência de dinheiro, a rede Ripple fornece processadores de pagamentos locais, nacionais e transfronteiriços. A RCL também serve de ledger root para o XRP, moeda digital nativa da rede.

A Ripple foi muito criticada pelos usuários de criptomoedas por ser uma rede centralizada.

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Porem, o que quase ninguém sabia era que a rede Ripple tinha começado a descentralização de sua blockchain “logo ao nascer” – a grande diferença então fica por conta que, diferente do Bitcoin que nasceu livre, a Ripple nasceu para em determinado momento se tornar maior de idade e sair da casa dos pais. “Thomas afirma que eles intencionalmente mantiveram esse processo de forma lenta, mas com progresso continuo”.

Nesse momento da rede, a descentralização finalmente se tornou prioridade, com Ripple ganhando cada vez mais clientes em bancos e prestadores de serviços financeiros pelo mundo, cresce também a necessidade de diversificação dos nós de validação, para criar uma blockchain mais robusta e invulnerável.

Três etapas para a descentralização

  • A primeira etapa para que a rede seja descentralizada, é a diversificação dos nós de validação da blockchain. “Hoje, a RCL possui 25 nós validadores em execução, mas continuar a crescer e diversificar esta lista de operadores de validadores recomendados é uma prioridade para nós”, escreveu Thomas. “O objetivo final é evitar o risco de um único ponto de falha, com a diversificação de nós em vários locais geográficos e plataformas de software”.
  • Na segunda etapa, a Ripple recrutará validadores atestados para a rede. Ele irá monitorar novos validadores juntando o conjunto atual de 25 nós, verificando seu desempenho em “taxa de acordo com o consenso, uptime, verificação de identidade e atestado público”.
  • E na terceira etapa, o Ripple adicionará validadores atestados às suas Listas de Nós Exclusivos (UNLs). Uma UNL é uma lista de nós de validação de transação que são vistos como nós confiáveis de validação operados pela Ripple. O plano da empresa é eliminar gradualmente os nós que controla, substituindo-os por validadores de terceiros certificados até que nenhum único operador controle a maioria dos nós confiáveis no bloco.

“Ao longo dos próximos 18 meses, para cada dois nodos de validação de terceiros atestados que atendam aos critérios objetivos mencionados acima, removeremos um nó de validação operado pela Ripple, até que nenhuma entidade opere a maioria dos nós confiáveis no RCL”, revelou Thomas.

Ele afirmou ainda que:

“Para corresponder ao Bitcoin, a RCL precisaria apenas de 16 validadores confiáveis. Adicione mais, e o número de falhas toleráveis aumenta de acordo. Em outras palavras, a RCL não apenas reunirá, mas excederá o nível de descentralização de outras blockchains públicas”.

“O Bitcoin escolhe os validadores apenas com base no seu poder de mineração, o que realmente enfraquece a segurança”, escreveu Thomas. “As medidas de segurança custam dinheiro, mas não melhoram a velocidade da mineração”.

O Ripple vem ganhando espaço no mercado de criptomoedas, e não será nenhuma surpresa se em determinado momento ele ultrapassar o Ethereum em capitalização de marcado. Muitos investimentos estão chegando agora, e a rede Ripple parece ser séria e sólida, algo que dá para confiar.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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