SegWit possibilita melhor uso do MAST na rede Bitcoin

Em uma recente carta aos desenvolvedores do Bitcoin, o cofundador da Blockstream, Mark Friedenbach apresentou o código de três ofertas de melhoria de rede ainda não recebidas (BIPs) que permitirão a implementação do conceito MAST.

Publicado em 13 de setembro de 2017 por

Em uma recente carta aos desenvolvedores do Bitcoin, o cofundador da Blockstream, Mark Friedenbach apresentou o código de três ofertas de melhoria de rede ainda não recebidas (BIPs) que permitirão a implementação do conceito MAST. Isso foi relatado pela revista Fork Log.

O conceito MAST (Merkelized Abstract Syntax Trees) visa melhorar a funcionalidade dos contratos inteligentes na rede do Bitcoin. Inicialmente, foi sugerido pelos desenvolvedores do Bitcoin Core Russell O’Connor, Peter Welle e Peter Todd, mas a implementação estava bastante lenta. Desde o ano passado já existe uma proposta oficial para a implementação do MAST no protocolo Bitcoin feita por Johnson Lau, mas em algum ponto ela foi adiada para tempos melhores. E só agora, com o protocolo SeqWit já ativado na rede Bitcoin, a implementação do conceito torna-se não só bastante possível, mas também rapidamente realizável.

Publicidade

Publicidade

A proposta de Friedenbach assume a realização de um soft fork, ou seja, mudanças “suaves” nas regras do Bitcoin e, se for aceita e ativada, proporcionará maior flexibilidade nas transações. Em particular, os usuários poderão predefinir que uma transação ocorra somente se determinadas condições forem atendidas: por exemplo, as moedas podem ser gastas somente após o intervalo de tempo definido ou depois que ambos os usuários concordarem com isso.

Além disso, o MAST fornece um nível mais alto de confidencialidade do usuário, portanto, não divulga scripts sobre moedas não utilizadas, economizando uma quantidade menor de dados, oferece um potencial adicional em termos de dimensionamento de toda a rede.

Para obter todos esses benefícios, no entanto, você precisa combinar duas características técnicas: P2SH (Pay to Script Hash) e Merkle trees (Merkle trees). Isto é exatamente o que Friedenbach escreveu para os desenvolvedores.

Publicidade

Publicidade

“Essas duas características são suficientes para incluir uma série de aplicativos, como uma árvore de assinaturas … e um MAST generalizado, usado para construir contratos inteligentes privados”, escreve Friedenbach.

O primeiro BIP – Fast Merkle Trees – oferece uma estrutura diferente da atualmente utilizada na estrutura Bitcoin para armazenar transações em blocos.

O segundo BIP, provavelmente o mais importante, descreve o código operacional MERKLE-BRANCH-VERIFY, que é um script que permite aos usuários implementarem novos tipos de transações.

O terceiro BIP – Tail Callout Execution Semantics – provavelmente é bastante complexo do ponto de vista técnico, mas, em termos mais simples, explica o novo método para encerrar contratos inteligentes no Bitcoin.

Além disso, como Friedenbach insiste, a implementação das propostas descritas por ele são bastante simples na prática e as oportunidades que abrem são tão interessantes que os desenvolvedores têm incentivo suficiente para realizá-las em um período bastante curto, potencialmente antes do final deste ano.

Publicidade

Publicidade

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

Leave a Comment