Startup austríaca propõe uso de energia das usinas hidrelétricas para mineração

A empresa HydroMiner da Áustria, que se dedica ao desenvolvimento de energia limpa, acredita que resolveu um dos principais problemas associados à indústria das moedas digitais.

Publicado em 15 de dezembro de 2017 por

A empresa HydroMiner da Áustria, que se dedica ao desenvolvimento de energia limpa, acredita que resolveu um dos principais problemas associados à indústria das moedas digitais.

Como as criptomoedas estão se tornando cada vez mais populares, e seus preços continuam a crescer, elas exigem cada vez mais energia. A mineração exige uma grande quantidade de eletricidade e poder de computação.

O aumento acentuado do consumo de eletricidade é uma preocupação para os desenvolvedores e investidores, especialmente nesta fase, quando as moedas digitais parecem estar prontas para um avanço e para chegar ao topo dos investimentos e negócios. Neste momento crucial, a empresa austríaca diz que pode atender às necessidades energéticas da indústria com a ajuda da energia hidrelétrica.

De acordo com a Bloomberg, a HydroMiner arrecadou cerca de US$2,8 milhões durante uma ICO em novembro. A startup planeja usar esses fundos para instalar poderosos computadores em usinas hidrelétricas. Como resultado, a empresa poderá usar a energia gerada para extrair novas moedas digitais, o que levará a uma redução nos custos e na poluição ambiental.

A cofundadora e CEO da HydroMiner Nadine Dumblon diz:

“Muitas pessoas estão preocupadas com o alto consumo de energia pelas moedas digitais. Este é um grande fator.”

Vale notar que a eletricidade consumida pelos sistemas informáticos que suportam a tecnologia de Blockchain e o Bitcoin aumentou em 43% apenas desde outubro de 2017.

Os 28 TWh por ano, consumidos por criptomoedas, é mais que o cosumo anual da Nigéria, um país com 186 milhões de habitantes. Além disso, grande parte dessa energia é produzida usando combustíveis fósseis.

Outro motivo devido ao qual a energia hidrelétrica pode ser relevante, é a significativa queda nos rendimentos dos mineradores. De acordo com a análise da Citigroup, o Bitcoin deve custar pelo menos US$300 mil até 2022 para a mineração continuar sendo lucrativa. A avaliação baseia-se nas taxas atuais de crescimento da mineração e do consumo relacionado.

Nessas circunstâncias, a HydroMiner e empresas similares provavelmente encontrarão adeptos na comunidade de mineração. Dumblon explica que sua empresa “está fazendo mineração apenas com a ajuda de energia renovável, e a Blockchain receberá mais reconhecimento se o problema da energia for resolvido desta forma”. Como o Bitcoin continua a crescer, a importância das fontes alternativas de energia também crescerá.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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