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Se há uma coisa que qualquer entusiasta de criptomoedas devia saber até o momento, é que a questão das criptomoedas está se polarizando: existem algumas pessoas que juram que o Bitcoin é um esquema destinado a enganar novos investidores, e que o setor de ICO é uma fraude, enquanto há também muitas outras que acreditam que as criptomoedas mudarão fundamentalmente a forma como vivemos e interagimos uns com os outros.

Parece que a mundialmente conhecida e respeitada TIME tornou sua opinião pública – no mínimo, um escritor da revista o fez, e, diferentemente de outros portais mainstream, está advogando em favor do desenvolvimento do Bitcoin. A coluna da TIME rapidamente ganhou tração na comunidade de criptomoedas.

Sobre a coluna na Time

O autor é Alex Gladstein, diretor de estratégia na Human Rights Foundation e Oslo Freedom Forum (de acordo com seu twitter). O título da coluna chega a ser atrevido: em tradução livre, “Porque o Bitcoin importa para a liberdade”. O Tweet através do qual Gladstein divulgou sua coluna já ultrapassa os 2,5 mil likes e 800 retweets:

Um exemplo de como o Bitcoin pode mudar o mundo que é explorado torna óbvios os proponentes aos quais as criptomoedas já têm consciência sobre: Venezuela. Por conta da crise econômica causada pela hiperinflação na Venezuela, muitos se viraram para o Bitcoin como um meio de evitar o estrito controle financeiro associado ao país.

Elogio medido ao Bitcoin

É importante notar que a coluna não foi simplesmente uma propagando para o mercado criptomonetário, uma vez que, segundo reconheceu Gladstein, “especulação, fraude e ganância na comunidade de criptomoedas e Blockchain eclipsaram o real e libertador potencial da invenção de Satoshi Nakamoto”.

A coluna não apenas usou a Venezuela como exemplo, como também apontou para o fato de que as criptomoedas podem perturbar a indústria de remessas – um ponto que é muito mencionado por vários indivíduos que acreditam no potencial da Blockchain. Gladstein até mesmo declarou que tecnologias descentralizadas no geral permitem que usuários evitem o sistema financeiro tradicional e redes sociais que poderiam ser usadas contra eles.

O artigo terminou apontando que o Bitcoin pode ajudar muitas pessoas que vivem sob regras de governos autoritários, e pode empoderar financeiramente populações que normalmente não teriam a oportunidade. A respeito disso, Gladstein afirmou:

“Se investirmos o tempo e recursos para desenvolvedor carteiras user-friendly, mais corretoras, e melhores materiais educacionais para Bitcoin, isso tem o potencial de fazer uma real diferença para as 4 bilhões de pessoas que não podem confiar em suas regras e que não podem acessar o sistema bancário. Para elas, o Bitcoin pode ser uma saída”.