A Tether está lançando um adicional de 300 milhões de dólares em Tokens USDT. O site do projeto diz que esse valor está autorizado para liberação, mas ainda não entrou em circulação.

Um novo relatório apresenta evidências da legitimidade do Tether, sugerindo que as moedas emitidas correspondem à quantidade em fiat que a empresa retém.

Citando extratos bancários recém-obtidos, a Bloomberg informou nesta terça-feira que o Tether (USDT), que está vinculado ao USD numa proporção de 1:1, é totalmente garantido por reservas fiduciárias, dissipando recentes alegações de que as moedas emitidas excedem os fundos fiat que a empresa retém.

Os documentos, fornecidos por uma fonte anônima com acesso aos registros da empresa e confirmados por um funcionário público não identificado, mostram que a Tether possuía US$2,2 bilhões em sua conta no Noble Bank em 31 de janeiro de 2018. Há dados que sugerem que aproximadamente a mesma quantidade de USDT existia naquele dia.

Afirmações semelhantes em setembro e outubro de 2017 também apontam para um equilíbrio correto. O último mês para o qual havia informações disponíveis foi o julho de 2018, quando o saldo bancário fiduciário da Tether foi novamente igual ao valor dos USDT em circulação.

Os extratos bancários, no entanto, não mostram de onde os fundos se originaram nem sua localização atual, pois a Tether trabalhou com vários bancos diferentes em seus três anos de história.

Vale ressaltar que no mês passado, a Tether estabeleceu um novo relacionamento bancário com o Deltec Bank & Trust, que aceitou a Tether como um cliente após uma detalhada análise da empresa, incluindo avaliações da capacidade do projeto de manter a “paridade com o USD a qualquer momento”.

Em dezembro passado, a Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC) dos Estados Unidos questionou a Tether e a Bitfinex, uma corretora de criptomoedas associada que tem o mesmo CEO, solicitando provas de que o token da primeira é garantido por reservas em USD. Embora a Tether e seus desenvolvedores não tenham sido acusados de irregularidades, a controvérsia persistiu, sustentada pela recusa do Tether em ser auditada oficialmente e por relatos de que a stablecoin estava ligada à manipulação de preços do Bitcoin (BTC).