Os hackers que roubaram 500 milhões de tokens NEM (XEM) da corretora japonesa Coincheck no final de janeiro, podem, no momento, já ter lavado a maior parte dos fundos. Isto foi relatado pela Nikkei com referência aos dados de pesquisa da empresa L Plus, baseada em Tóquio e especializada em segurança cibernética.

A corretora japonesa Coincheck, que foi hackeada em janeiro e sofreu com a perda de US$534 milhões em NEM, anunciou que parará de trabalhar com as criptomoedas anônimas Monero, Dash e ZCash. Isto foi relatado pelo Japan Times.

De acordo com a publicação, os ativos dos clientes da Coincheck armazenados nestas três criptomoedas serão resgatados a um preço fixo, sendo que a corretora considera aceitar moedas somente de contas confiáveis.

Vale ressaltar que a corretora retomou operações com certas moedas no dia 12 de março. Os clientes afetados já recuperaram mais de US$ 440 milhões dos fundos próprios da empresa.

A decisão da Coincheck de deixar de trabalhar com Monero, Dash e ZCash provavelmente é uma resposta à ordem da Japan Financial Services Agency – emitida no dia 8 de março – sobre a adesão ao sistema de prevenção de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.