Como o governo chinês influencia Bitcoin – e vice-versa

O anúncio súbito de inspeções dos principais operadores da Bitcoin pelo Banco Central chinês causou pânico e uma queda significativa no preço da Bitcoin em apenas um dia.

Publicado em 13 de janeiro de 2017 por

O anúncio súbito de inspeções dos principais operadores da Bitcoin pelo Banco Central chinês causou pânico e uma queda significativa no preço da Bitcoin em apenas um dia.

Nos últimos dias, a Bitcoin está perdendo a maior parte dos ganhos do final de 2016 e início de 2017. Esses ganhos foram atribuídos principalmente a atividades de comerciantes chineses que fizeram enormes volumes no mercado, aumentando a demanda global por Bitcoin.

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Impacto do governo

Uma característica que os usuários de Bitcoin têm e sempre ostentaram é o fato de que o governo não pode controlar ou determinar o que acontece no mundo Bitcoin.

Considerando os desenvolvimentos recentes na China, pode-se perguntar que aspecto da criptografia é realmente além da influência do governo.

Não há controle, mas sim influência.

Aleksandar Matanovic, da EC District, diz que o próprio Bitcoin não pode ser controlado pelos governos. Matanovic explica que, em vez disso, são empresas que trabalham com o Bitcoin é que normalmente são afetadas pelas atividades de seus governos locais.

De acordo com Matanovic, uma vez que as exchanges são os locais onde os Bitcoins são negociados e seu preço está sendo determinado, toda ação ou decisão do governo que afeta essas casas de câmbio, geralmente, afeta o preço da Bitcoin também:

“As pessoas podem usar Bitcoins livremente entre si e há pouca coisa que os governos podem fazer sobre isso. No entanto, através de regulamentos, eles afetam a usabilidade do Bitcoin, o que naturalmente afeta seu preço”.

A segunda etapa

Jeremy Epstein, diretor-executivo da Never Stop Marketing, dirige sua opinião citando o filósofo Arthur Schopenhauer, que diz que as novas tecnologias passam por três fases: primeiro, elas são ridicularizadas, segundo, elas enfrentam violenta oposição e, em terceiro lugar, elas se tornam autossuficientes.

Epstein diz que o que estamos vendo agora na China é a segunda fase, que ele descreve como a luta pelo “controle” final do Estado. Epstein observa que o Bitcoin representa uma ameaça ao Yuan como uma ferramenta do controle pelo governo. Portanto, eles estão violentamente se opondo a seu uso e usando a força do Estado contra ele.

Epstein diz:

“Pode ser um duelo feio e sangrento por um tempo, mas, em última instância, acho que eles terão que se dobrar”.

De acordo com Epstein, é uma reviravolta irônica que uma tecnologia descentralizada que não seja de propriedade de ninguém poderia ser a única coisa que força a China a mudar mais do que a política externa de outros países.

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Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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