Dez endereços detêm controle sobre 50% dos tokens EOS

Em resposta à proibição do PBoC, que tornou a realização de ICO na China em um processo ilegal, a equipe da plataforma de aplicativos descentralizada da EOS limitou os residentes deste país a participar de sua crowdsale.

Publicado em 4 de junho de 2018 por

Resultados da imagem de rede EOS Authority indicam que 49,67% dos tokens EOS (496.735.539 EOS) estão contidos em apenas 10 endereços, sendo que 100 milhões desses tokens (aproximadamente US$1,5 bilhão) pertencem à startup Block.one. Isto foi relatado no Reddit.

Excluindo a Block.one da classificação, os primeiros 10 endereços possuem 39,67% de todos os tokens (396.735.539 EOS).

Os primeiros 100 endereços controlam 64,82% da emissão total (ainda excluindo a Block.one), enquanto para os primeiros 1 mil, esse valor é de 75,81%.

É provável que os maiores detentores não sejam indivíduos, e sim corretoras criptomonetárias – Bitfinex, Binance e Bithumb.

Note que, no entanto, apenas 25 corretoras, de acordo com a CoinMarketCap, contam com um volume de negociação em pares com EOS superior a US$1 milhão. Consequentemente, pelo menos 75 dos primeiros cem endereços não pertencem a corretoras, ainda que existam 250 milhões de tokens nelas.

Dado que a Blockchain do EOS é construída sobre o conceito da Proof-Of-Stake, questões sobre o desenvolvimento da rede são votadas. Nesse contexto, em breve emissores de blocos serão eleitos, e contarão com poderes de grande escala para confiscar endereços, contratos inteligentes e aplicativos descentralizados.

A vaga é contestada pela Bitfinex, sendo que se pelo menos um dos dez principais endereços pertencer à corretora, a mesma pode influenciar significativamente o resultado de qualquer votação.

Vale ressalta que anteriormente, foi lançada a versão 1.0 do software EOS.

Chrys
Chrys é fundadora e escritora ativa do BTCSoul. Desde que ouviu falar sobre Bitcoin e criptomoedas ela não parou mais de descobrir novidades. Atualmente ela se dedica para trazer o melhor conteúdo sobre as tecnologias disruptivas para o website.

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