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A empresa de Blockchain Titan Seal, de São Francisco, registrou um contrato em Nevada para ajudar os funcionários do Condado de Washoe a gerenciar os registros de casamento na Blockchain da rede Ethereum, informa o Reno Gazette Journal.

O CEO da Titan Seal, Phil Dhingra, agora se mudou para Reno para construir seu serviço de manutenção de registros baseado na rede Ethereum. Funcionários do governo também planejam usar a Blockchain para criar algum tipo de registro que seria usado em caso de grandes desastres.

“Uma certidão de casamento registrada em Blockchain é para sempre”, disse Dhingra.

“Uma vez que algo é registrado em uma Blockchain, estará melhor que gravado em pedra. Mesmo que a Internet inteira desapareça, uma cópia da Blockchain Ethereum existirá em um computador em algum lugar. Algum computador aleatório em algum lugar provavelmente terá uma cópia dela. ”

Dhingra acredita que o mercado que ele está cortejando é grande:

“Atualmente, estimamos que cerca de US$ 2 bilhões de documentos por ano nos Estados Unidos recebam um certificado ou um selo em relevo de algum tipo, baseado em papel. Acreditamos que (certificados digitais) devem, pelo menos, corresponder ao número de documentos em papel, se não exceder esse número”.

O técnico em sistemas de departamento do Condado de Washoe, Reno, Halcomb, afirma que está feliz por ter a ajuda de Dhingra:

“Pela facilidade que existe, Reno recebe diariamente pessoas de todos os estados a fim de realizarem seus casamentos, o que gera um número muito grande de certificados que devem ser enviados para esses estados”.

Os novos certificados de casamento na Blockchain, embora não sejam licenças, podem ser usados ​​para provar o casamento e podem ser disponibilizados por e-mail em 24 horas, ao contrário dos 10 dias que costuma levar para receber um certificado físico pelo correio.

Casamento em blockchain não é para todos

Porem nem todos aderem a essas novidades de acordo com Halcomb, alguns casais dizem simplesmente que não usam email e não gostam dessas novas tecnologias, para esses o sistema permanece o mesmo.

Segundo ele ainda algumas agências do governo estadual estão interessadas na tecnologia uma delas e a administração da Previdência Social, embora alguns estados fronteiriços vejam a iniciativa com desconfiança. Para a administração desses estados já lida com muitas falsificações de certidões de casamento e a ideia de um que esteja em arquivo de computador faz arrepiar seus cabelos.

As empresas de produtos Blockchain receberam muitos acessos dos críticos, já que muitas não conseguiram executar ou provar seus casos de uso.

A “esfera da criptografia” também está repleta de política e disputas internas, a rede Ethereum por exemplo foi acusada de tentar ser tudo para todas as pessoas – tanto “centralizadas” (privadas) quanto “descentralizadas” (públicas).

Os porta-vozes da Ethereum afirmaram recentemente que sua cadeia estará em breve usando o  Prova de Participação ou simplesmente PoS no lugar do Prova de Trabalho PoW, este último acusado de fazer uso intensivo em energia em sua “mineração” processo realizado em centenas de computadores espalhados pelo mundo que em teoria mantem a integridade da Blockchain.

Críticos dizem que a prova de trabalho levará inevitavelmente à centralização, já que os grandes detentores de tokens da Ethereum (como os fundadores da rede) poderão comprar mais nós, e operando mais nós, poderão ter mais votos sobre como o sistema é ou não atualizado.

Os registros do governo também são mantidos em forks (cópias de pequenos códigos) da Blockchain Ethereum, o que significa que essas redes não são necessariamente globais e invulneráveis ​​a um desastre localizado.

Além disso, se a Blockchain se tornar de fato centralizada, acrescentam os críticos, os registros nela não são, de fato, infalíveis.