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Hoje, dia 14 de fevereiro de 2019, a JP Morgan Chase anunciou o lançamento de sua própria criptomoeda, a JPM Coin.

De acordo com reportagem feita pela CNBC, o CEO da JP Morgan, Jamie Dimon – uma das personalidades mais críticas quanto ao Bitcoin nos últimos tempos – disse que a JPM Coin será utilizada para movimentar pequenas quantias entre a instituição e seus clientes diariamente.

JPM Coin

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A JPM Coin é uma criptomoeda que, conforme relatado no FAQ da JP Morgan, roda sobre o Quorum, uma versão privada da rede Ethereum, a qual foi desenvolvida pelo banco em conjunção com o EthLab.

Ainda segundo o FAQ:

A JPM Coin será emitida na Quorum Blockchain e subsequencialmente será estendida para outras plataformas (tornando) a cripto operável em todas as redes de blockchain padrão.

Assim como dito por Daniel Palmer, jornalista da CoinBase sobre o assunto:

A JPM Coin funcionará de forma similar à outras stablecoins, no sentido de que o dinheiro do mundo real será depositado no banco em troca pelo token, o qual poderá ser transferido através de um registro distribuído (contudo que, para ser claro, através de um registro distribuído permissionado). O recebedor do token poderá, então, requerer dinheiro pelo token através da JPMorgan

Logo, compreende-se que a JPM Coin funcionará de forma mais monitorada que as stablecoins que já conhecemos, como o USDT, USDC e DAI Token. Entretanto, ainda sobra a pergunta sobre o tipo de escrutínio que as autoridades – especialmente as dos EUA – sobre essa stablecoin e, mais importante, seus usuários.

Objetivos do Banco JP Morgan para sua criptomoeda

jp morgan chase logo

Apesar do banco ter uma filosofia um tanto quanto crítica quanto às criptomoedas como Bitcoin e Ethereum, seu CEO Jamie Dimon parece “reconhecer” as facilidades no uso da tecnologia para pagamentos. O mesmo declarou que a JPM Coin poderia até mesmo ser utilizada em pagamentos móveis no futuro.

De acordo com Umar Farooq, chefe da seção de projetos de blockchain da JP Morgan, os usos da criptomoeda são virtualmente inesgotáveis. Entretanto, eles focaram em 3 usos bases para essa fase do desenvolvimento.

  • Pagamentos internacionais para grandes clientes corporativos;
  • Pagamentos instantâneos para somas sobre ações;
  • Uso do tesouro da JP Morgan por grandes corporações, basicamente substituindo o dólar americano.

Contudo, apesar de todos os tipos de usos aqui descritos terem seu mérito, eles JÁ são cobertos pela maioria das criptomoedas. A única diferença nessa situação toda é que a JPM Coin é uma moeda emitida por uma gigante instituição bancária americana – a qual notoriamente deseja utilizar seu token para substituir o uso da moeda fiduciária de seu próprio país internacionalmente.

E, enquanto o futuro real para o mercado dessa cripto ainda é incerto, a única coisa da qual temos certeza é de que a tão famigerada e buscada “adoção das criptomoedas” atingiu, de fato, massa crítica, uma vez que estamos presenciando a criação da primeira cripto de um gigante bancário.

Além do mais, vale a pena mencionar que esta não é a única iniciativa de blockchain bancada pela JP Morgan. Anteriormente, noticiamos que a Kadena, subsidiária do banco, havia lançado sua solução de blockchain na nuvem da AWS.