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4,23% de todo o Monero (XRM) que se encotra no mercado atualmente foi extraído por malwares de criptomoedas que estão ativos desde 2007, de acordo com um relatório publicado por dois pesquisadores da Universidade Carlos III de Madri e do King’s College de Londres.

O relatório abrange malwares de mineração de criptomoedas ativos desde de 2007, a conclusão da análise foi feita levando em consideração mais de 4,4 milhões de amostras de malware durante o período de 12 anos. A pesquisa detectou mais de um milhão de mineradores maliciosos.

Os pesquisadores admitiram que cerca de 2.218 campanhas de malware ocorreram, acumulando cerca de 720.000 XMR, o equivalente a US$ 57 milhões. Uma dessas campanhas, que ainda está em andamento, conseguiu levantar 163.000 XMR até o momento.

A nota também declara que a tática favorita “é utilizar uma infraestrutura legitima, como Dropbox ou Github para hospedar os droppers, e as ferramentas para mineração como claymore e xmrig para fazer a mineração de fato”.

Mineração de Monero (XMR) por malwares aumentou

Essa informação corrobora ainda mais um relatório lançado pela Cyber Threat Alliance uma empresa de segurança cibernética, que afirma que o número de casos de mineração oculta aumentou em 459% em 2018 se comparados a números do ano anterior.

O relatório ainda afirma que o EternalBlue é a principal fonte de acesso, pois ele explora as vulnerabilidades do Windows sendo que anteriormente, era empregado em ataques utilizando o vírus WannaCry.

Lembramos ainda que o exploit EternalBlue supostamente foi criado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) embora não se saiba com que finalidade exatamente tal agencia governamental tenha criado o programa todos podemos imaginar a que finalidade ele se destinava.

O estudo também mostrou que em 85% dos casos, os invasores usam o poder computacional das vítimas para a mineração de Monero, enquanto que apenas 8% dos ataques são direcionados à extração de Bitcoin.

Dada sua natureza privada, criminosos normalmente preferem utilizar o Monero (XMR) para realizar transações e atividades ilegais. Há pouco tempo, inclusive um sequestrador na Noruega pediu resgate na criptomoeda.