A Huobi Pro, terceira maior corretora de criptomoedas em termos de volume diário de negociações, anunciou a suspensão de seu trabalho com os moradores do Japão a partir do próximo mês.

E parece que o final do ano não será muito bom para alguns funcionários da corretora Huobi, uma vez que vazaram alguns boatos de que a mesma  supostamente está demitindo alguns de seus funcionários por conta dos efeitos prolongados do mercado de baixa. De acordo com a corretora, esse será o momento de “otimizar o pessoal”,  cortando os funcionários que contam com os piores desempenhos.

Essa informação é proveniente do South China Morning Post (SCMP, na sigla em inglês), onde declaradamente uma porta-voz da plataforma afirmou que a empresa está tentando mudar um pouco o quadro de funcionários, cortando as pessoas com piores desempenhos. A iniciativa, no entanto, ainda está contratando pessoal para seus principais negócios.

A SCMP observa que essas demissões estão ocorrendo em um ano fraco do mercado de criptomoedas, que presenciou o preço da maioria de seus ativos cair entre 80 e 90%. Um belo exemplo é o Bitcoin, que viu o seu preço cair de quase US$20 mil para cerca de US$3 mil em apenas 1 ano.

A “bruxa” está solta, e a Huobi é só mais uma vítima

desemprego bitmain

Não é apenas a Huobi que tem tido alguns problemas financeiros: poucos dias atrás, a Bitmain, fabricante líder do mercado em termos de equipamentos para mineração de criptomoedas, confirmou que está demitindo alguns funcionários. Sendo que também foi mencionado que esta última está trabalhando em alguns ajustes e que mais pessoal será contratado.

Ambas as companhias se negaram a quantificar o número de funcionários que foram/serão desligados. Estima-se que a Bitmain possuía cerca de 2,5 mil empregados em tempo integral, pouco mais que a Huobi, que atualmente conta com mais de 1000 empregados.

Em meio a muitas polemicas e incertezas, Jihan Wu, cofundador da Bitmain declarou:

“O downsizing é um ciclo natural em indústrias novas e de rápido crescimento, e infelizmente a Blockchain não é exceção. Vimos isso com a internet no início dos anos 2000, mas esse período também deu origem às maiores empresas no espaço hoje. Estou ansioso por uma versão 2.0 mais e mais focada da indústria de Blockchain.”