Os hackers que roubaram 500 milhões de tokens NEM (XEM) da corretora japonesa Coincheck no final de janeiro, podem, no momento, já ter lavado a maior parte dos fundos. Isto foi relatado pela Nikkei com referência aos dados de pesquisa da empresa L Plus, baseada em Tóquio e especializada em segurança cibernética.

A corretora Coincheck, que foi vítima de um dos maiores roubos na história da indústria, descongelou a retirada de fundos em iene e já satisfez os pedidos do usuário em um total de 40,1 bilhões de ienes (cerca de US$372 milhões), feitos antes das 15h do dia 11 de fevereiro.

Vale ressaltar que a Exchange apresentou um relatório ao regulador financeiro do Japão (FSA) detalhando a investigação sobre o hacking e o roubo de US$526 milhões em tokens XEM, com informações sobre o estabelecimento de canais adequados para a comunicação com clientes e sobre novas medidas de segurança destinadas a evitar incidentes similares no futuro.

“Continuamos a melhorar o nosso sistema de segurança para retomar a retirada de ativos criptográficos dos usuários e recuperar suas perdas o mais rápido possível”, ressaltou um representante da Coincheck sem estabelecer uma data específica.

Anteriormente relatamos que o departamento de crimes cibernéticos da Polícia de Tóquio deteve e interrogou um comerciante sem nome no caso do cracking à Coincheck. O mesmo foi detido ao converter uma pequena parte dos tokens roubados marcados pela NEM Foundation na Darknet.

Lembre-se também de que muitos especialistas temem que o sistema de marcação de tokens roubados desenvolvido pela NEM Foundation – uma organização sem fins lucrativos –, possa levar à centralização do controle sobre a Blockchain do NEM.